Rio Branco, Acre - segunda-feira, 24 agosto, 2026

O MUNDO ACABOU: SÓ A GENTE FICOU E EU NÃO CORRO MAIS

Ando devagar porque já tive pressa E levo esse sorriso (…) Penso que cumprir a vida seja simplesmente Compreender a marcha e ir tocando em frente (Renato Teixeira/Almir Sater) Era 2012. O ano em que o mundo acabou. E olha que não é nem somente ironia deste que vos escreve. Tem uma galera por aí […]

AS DO LADO DE DENTRO

  Quais gigantes? — Disse Sancho Pança. — Aqueles que ali vês — respondeu o amo — de braços tão compridos, que alguns os têm de quase duas léguas. (…)— Aquilo não são gigantes, são moinhos de vento; e os que parecem braços não são senão as velas… (Capítulo VIII, Dom Quixote, de Miguel de […]

QUEM É VOCÊ QUANDO A LUZ APAGA?

“E agora, José? A festa acabou, o povo sumiu, a noite esfriou, A LUZ APAGOU (…) sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, pra onde? ” (Carlos Drummond de Andrade). Para onde foi o pobre “José”, de Drummond, quando a noite esfriou, a luz apagou e o povo sumiu? Pra onde? […]

E 40 MINUTOS, QUANTO TEMPO SERÁ QUE DEMORA?

“Mas daqui a um mês, quando você voltar, a lua vai tá cheia e no mesmo lugar (…) Quanto tempo será que demora um mês pra passar?” (Carlos Augusto Pereira Coelho). Os olhos e ouvidos do mundo se voltaram pra cima e com atenção para verem e ouvirem a decolagem barulhenta que romperia o silêncio […]

“El sucesso do Meu Vizinho”

Perguntei à IA a definição de “Boa Vizinhança”. A resposta foi: Refere-se a um conjunto de atitudes baseadas em respeito, empatia e gentileza para garantir uma convivência harmônica. Envolve evitar ruídos altos, respeitar regras” (…) E seguiu… Mas eu não. Eu parei! Destaquei dois trechos e corri pra tela na tentativa de humanizar a definição […]

NENHUM HOMEM É UMA ILHA

“Nenhum homem é uma ilha (…) Como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso, não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.” (John Donne in Meditações – XVII (1623). Os sinos da […]

SANTINHO

Ali! Ali! É ele! É ele! Meus lábios dançavam no ritmo do dedo indicador enquanto eu balbuciava e apontava pro outro lado da estrada. Lá, na contramão da rodovia, um senhor franzino, de muita idade, sob um sol muito forte, numa frequência pouco cadenciada enquanto pedalava sua bicicleta que acoplava uma carroça. Dou um jeito […]