Em discurso firme a quarta-feira, 9, o vereador Fábio Araújo denunciou o abandono da zona rural de Rio Branco pela gestão municipal, especialmente no que diz respeito aos serviços de saúde. Segundo o parlamentar, comunidades inteiras estão sem acesso a atendimento médico, enquanto a prefeitura silencia sobre cronogramas e falhas estruturais.
“No início do ano fizeram festa, lançaram o Saúde Itinerante com direito a barco e fotografia. Mas agora que o verão chegou, quando os ramais estão secos e dá pra chegar nas comunidades, ninguém sabe informar quando vai ter atendimento”, criticou.
Verão chegou. A saúde não!
O vereador afirmou ainda estar sendo cobrado por lideranças rurais que esperavam a chegada do programa Saúde Itinerante no verão — período em que os ramais ficam transitáveis. No entanto, nenhuma ação foi iniciada e os moradores continuam sem atendimento médico ou odontológico.
A cobrança feita à Secretaria Municipal de Saúde resultou em respostas desencontradas: um setor afirmou que o programa estava suspenso; outro, que ainda não havia programação. Nem a Câmara nem a população sabem o que está sendo feito.
Araújo protocolou requerimento pedindo o cronograma detalhado das ações de saúde rural previstas para 2024, com indicação das comunidades atendidas, datas, equipes e fontes de recurso.
Outro ponto que reforça a sensação de descaso foi a denúncia de que as unidades móveis odontológicas, que no passado percorriam bairros e ramais, hoje só aparecem em inaugurações da prefeitura. “Viraram unidades cenográficas. Só servem pra aparecer na foto. A população precisa de atendimento de verdade”, declarou o vereador.
Ele solicitou a lista de unidades em funcionamento, quantidade de atendimentos, equipes médicas, itinerários percorridos e origem dos recursos públicos utilizados.
Contratações emergenciais sem impacto nos bairros
O parlamentar também levantou suspeitas sobre contratações emergenciais feitas pela Secretaria de Saúde. Segundo ele, foram contratados novos profissionais de forma emergencial, mas as unidades seguem sem médicos — como no caso da unidade do bairro da Paz. “Queremos saber quem foi contratado, por quanto tempo, onde estão atuando. Porque a população continua sem atendimento e ainda surgem denúncias de cobrança por consulta”, apontou.
Araújo pediu o envio à Câmara de cópia integral do processo administrativo que embasou as contratações, incluindo critérios de seleção, modalidade jurídica, número de contratos e lotação de cada servidor.
