O vereador Zé Lopes voltou a cobrar investimentos em saneamento básico após visitar uma comunidade onde moradores convivem com esgoto, falta de drenagem e dificuldades no acesso à água. Segundo o parlamentar, o problema se arrasta há anos sem uma solução definitiva do poder público.
Durante a visita, uma moradora relatou que a rua não possui drenagem adequada e que a água fica acumulada por causa da falta de escoamento. Zé Lopes afirmou que já esteve no local durante a campanha eleitoral de 2024, retornou duas vezes em 2025 e novamente em 2026.
“Eu sei que isso não é exclusividade dessa localidade, mas esse caso é grave. A verdade é que os governantes do nosso estado, Prefeitura e Governo do Estado, não se interessam por saneamento básico”, criticou.
O vereador chamou atenção especialmente para a situação de uma moradora, mãe de três crianças. De acordo com Lopes, os filhos já apresentaram coceiras e erupções na pele e precisaram receber atendimento hospitalar em diferentes ocasiões.
Para ele, as condições sanitárias enfrentadas pelas famílias estão diretamente relacionadas a problemas que poderiam ser evitados com investimentos em infraestrutura. “São doenças do século passado. Falta saneamento, falta esgoto e falta água na torneira das pessoas”, afirmou.
Risco de contaminação
Zé Lopes destacou ainda que a proximidade entre as residências dificulta soluções individuais. Segundo ele, a construção de poços e fossas nas próprias casas pode representar risco de contaminação da água.
“Eles não podem nem ter um poço, porque as casas são muito próximas umas das outras e o poço de um vai se contaminar com a fossa do outro. São pessoas que não têm dinheiro para construir a própria fossa e nem para ficar pagando caminhão-pipa”, disse.
Diante da situação, o vereador defendeu uma força-tarefa envolvendo Prefeitura, Governo do Estado, bancada federal e Governo Federal para ampliar os investimentos em abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Lopes também defendeu a elaboração de um grande projeto de saneamento para o Acre, estimando a necessidade de aproximadamente R$ 5 bilhões em investimentos nas áreas de água, esgoto e resíduos sólidos.
Na avaliação do parlamentar, além dos impactos diretos na saúde pública, obras dessa dimensão poderiam movimentar a economia e gerar empregos. “Cinco bilhões de reais investidos aqui é dinheiro que vai gerar emprego, vai gerar renda e vai desafogar o sistema de saúde do nosso estado”, afirmou.
