Zé Filho destaca entrada de Tarauacá na rota da tecnologia agropecuária com a Estância do Lago

Foto: Ze filho

Foto: Rede Social

A interiorização da tecnologia agropecuária no Acre começa a ganhar contornos mais concretos a partir de Tarauacá. O município foi escolhido para receber uma unidade da Estância do Lago, projeto liderado pelo pecuarista Elthon Lago, que traz para o Vale do Juruá um modelo produtivo baseado em genética, diversificação de culturas e transferência de conhecimento aplicada à realidade amazônica.

Mais do que um novo empreendimento rural, a implantação da unidade representa uma conexão direta entre o Acre e experiências consolidadas no interior de Rondônia e em regiões produtivas vizinhas do Amazonas. Para o produtor Zé Filho, articulador da iniciativa no estado, o projeto nasce com vocação regional. “É um desenvolvimento que se constrói com diálogo, integração e visão de futuro. Tarauacá passa a fazer parte de uma rota que fortalece toda a região do Juruá, do pequeno ao grande produtor”, afirmou.

A unidade será instalada em uma propriedade de porte médio e atuará em diferentes frentes: produção de milho, sorgo, capim açu, sistemas de silagem e melhoramento genético, com destaque para o gado Girolando — raça reconhecida pela adaptabilidade e pela dupla aptidão, especialmente importante para regiões com desafios logísticos e climáticos como o interior acreano.

Segundo Elthon Lago, a decisão de se fixar em Tarauacá amadureceu ao longo de três anos de intercâmbio produtivo iniciado durante a Tarauacá Rural Show. “Começamos levando animais, depois ampliamos para quatro, cinco raças. Em 2026, o desafio é outro: levar a tecnologia da roça para dentro de Tarauacá, compartilhando o que já funciona na prática”, explicou.

Para Zé Filho, a chegada da Estância do Lago sinaliza um movimento estratégico: o Juruá deixa de ser apenas receptor de políticas ou eventos pontuais e passa a integrar um eixo produtivo contínuo, com acesso a genética, manejo, inovação e formação técnica. ‘Para produtores locais, o impacto vai além da geração de renda — trata-se de acesso a conhecimento que historicamente demorou a chegar ao interior do Acre”, finalizou.

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