Rio Branco, Acre - quarta-feira, 01 julho, 2026

Vereadores divergem sobre os “avanços” no saneamento básico da Capital

Foto correioonline

“Enquanto estamos na Semana do Meio Ambiente, a realidade nos impõe um grave problema, mis da metade da água tratada em Rio Branco é desperdiçada. Isso não é apenas uma falha técnica, mas uma omissão criminosa por parte da prefeitura, que mostra sua total incapacidade de gerir os recursos hídricos na cidade de Rio Branco”.

A frase é da vereadora Elzinha Mendonça (PP) ao comentar os dados do Instituto Trata Brasil (ITB), divulgados através do “Estudo de Perdas de Água 2024 (SNIS 2022): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”, no qual aponta que Rio Branco está entre os dez municípios brasileiros com maior perda na distribuição de água, número que chega a 56,69%.

Ainda de acordo com o estudo, apesar desse índice, os dados apresentam uma redução em comparação ao ano de 2023, quando a taxa chegou a 70,72%. A nível estadual, o índice de perda na distribuição de água chega a 66,61% no Acre, perdendo somente para o Amapá, que desperdiça pouco mais de 71% de toda a água tratada que produz.

“Esse desperdício desenfreado não só afeta nossa economia, aumentando os custos e penalizando os cidadãos, como também agrava a crise ambiental que nós estamos enfrentando há muito tempo. A aprovação dos recursos naturais deveria ser prioridade nessa gestão municipal e eles se mostram inertes e descomprometidos totalmente”, disse a vereadora ao cobrar resolutividade da prefeitura.

O líder do prefeito na Casa Legislativa, vereador João Marcos Luz (PL), em contraponto a fala da colega de parlamento, reforçou que o prefeito Tião Bocalom (PL) encontra-se em Brasília buscando apoio da bancada federal para melhorias no saneamento básico da capital.

“O prefeito vem tentando liberar recursos e buscando soluções para os problemas de saneamento. Não adianta vir aqui falar e não apresentar uma solução, já veio para esta Casa projetos que fortaleciam as ações da Saerb, mas a vereadora votou contrária a eles, portanto, o debate está errado aqui”, frisou Luz.

Na ocasião, ele citou ainda a inadimplência dos consumidores e o sistema sucateado. “Precisamos, sim, de investimentos, pois, sem eles, não avançamos e falar mal não vai mudar essa realidade”, finalizou.

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