Vereadores deixam sessão após requerimento contra superintendete da RBTrans ficar fora da pauta

Foto: Correio online 

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A sessão ordinária da Câmara Municipal de Rio Branco de quarta-feira, 27, terminou em impasse político e clima tenso. Parte dos vereadores deixou o plenário em protesto depois que o requerimento que pede o afastamento do superintendente da RBTrans, Clendes Vilas Boas, não ser incluído na pauta de votação.

Entre os parlamentares que se retiraram estão Leoncio Castro, João Paulo, Elzinha Mendonça, Fábio Araújo, Éber Machado, André Kamai, Bruno Morais, Samir Bestene e Zé Lopes. Sem quórum, a ordem do dia acabou suspensa e a sessão foi encerrada antes da deliberação de matérias.

O presidente da Casa, vereador Joabe Lira (UB), justificou que a pauta desta quarta-feira foi dedicada exclusivamente à votação de sete vetos do Executivo que estavam travando os trabalhos legislativos há semanas. Além deles, projetos considerados prioritários também entraram em análise, como o Refis, programa de refinanciamento que prevê prorrogação do prazo de adesão até 31 de outubro, e a proposta de subsídio para a agricultura, considerada essencial para apoiar o setor produtivo.

Segundo Joabe, a decisão de não pautar o requerimento de afastamento de Clendes visou “destravar” os trabalhos da Casa. “Estamos há quase duas semanas discutindo muito a questão do Vilas, mas precisamos dar continuidade aos trabalhos da Câmara. Hoje vamos votar os vetos e projetos que já estavam na Casa e são prioridade para a população”, afirmou o presidente.

Clima de insatisfação

O requerimento que pede o afastamento do superintendente da RBTrans foi apresentado após denúncias de assédio moral contra Clendes Vilas Boas. O tema vinha dominando os debates na Câmara, mas a retirada da matéria da pauta desta quarta-feira ampliou a insatisfação de parte dos vereadores.

O vereador João Paulo (Podemos), um dos que deixaram o plenário, fez um duro pronunciamento antes de se retirar. “Não vi na ordem do dia a solicitação de votação do requerimento que aprovamos. Estamos há vários dias com projetos parados nesta Casa. Assinamos o documento e precisamos de uma manifestação concreta. Eu confesso que estou desconfortável com essa situação”, disse.

E complementou: “respeito a posição do prefeito, ele é o chefe do Executivo e deve ser respeitado. Mas nós, enquanto legisladores, também temos nossa posição. E não levar o requerimento à votação é, sinceramente, um ato até um tanto antidemocrático. A sociedade esperava de nós uma decisão concreta, e seguimos na terceira semana no mesmo debate sem avançar.”

Com a saída em bloco dos parlamentares, a sessão perdeu quórum e a ordem do dia ficou inviabilizada. A sessão foi encerrada.

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