Rio Branco, Acre - quinta-feira, 04 junho, 2026

UTIs no Acre operam no limite e leitos infantis chegam a 90% de ocupação

UTI

A rede hospitalar do Acre volta a operar sob forte pressão. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que unidades de terapia intensiva e enfermarias em diferentes hospitais da capital e do interior estão próximas da capacidade máxima, com destaque para a alta ocupação de leitos pediátricos e neonatais.

O cenário acende alerta especialmente em um momento de aumento de síndromes respiratórias no estado, que já impactam diretamente a demanda por atendimento hospitalar de média e alta complexidade.

No Pronto-Socorro de Rio Branco, os leitos de UTI adulto seguem praticamente cheios em duas unidades, com ocupações que variam entre 50% e 88%. Situação semelhante é registrada no Hospital de Urgência e Emergência e no Hospital das Clínicas, que operam com mais de 80% de ocupação.

A pressão também aparece em unidades especializadas como o Instituto de Traumatologia e Ortopedia (INTO), onde o índice ultrapassa 85%.

O dado mais sensível, no entanto, está na rede materno-infantil. UTIs pediátricas e neonatais em diferentes hospitais da capital chegam a 90% de ocupação, com destaque para a Maternidade Bárbara Heliodora e para unidades neonatais do Hospital de Urgência e Emergência.

No interior, o cenário se agrava ainda mais. No Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, a UTI geral opera com 100% de ocupação. Outras áreas, como clínica médica adulta e salas de observação, também registram níveis críticos, acima de 90%.

Além da pressão sobre os leitos, a Sesacre alerta para o avanço das doenças respiratórias no estado. Em 2026, já foram registrados mais de 1,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), número superior ao mesmo período dos dois anos anteriores.

As mortes associadas à doença também chamam atenção: 37 óbitos foram registrados, sendo parte significativa em crianças menores de cinco anos, principalmente por complicações como bronquiolite e pneumonia.

O aumento simultâneo de casos e a alta ocupação hospitalar colocam o sistema de saúde em estado de atenção permanente.

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