Casos foram confirmados em bebê de 11 meses e mulher de 30 anos, residentes no Peru e atendidos em Rio Branco
Após 26 anos sem registrar casos confirmados de sarampo, o Acre voltou a contabilizar a doença. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informou, nesta quinta-feira (8), que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou a infecção em dois pacientes atendidos em Rio Branco. A confirmação acende um alerta para a vigilância epidemiológica, principalmente nas regiões de fronteira.
Os pacientes são um bebê de 11 meses e uma mulher de 30 anos, ambos residentes em Puerto Maldonado, no Peru. Antes de receberem atendimento na capital acreana, eles passaram pelos municípios de Assis Brasil e Brasileia, na região do Alto Acre. Inicialmente tratados como suspeitos, os casos tiveram resultado positivo em exames de RT-PCR, posteriormente confirmados pelo laboratório de referência nacional.
O último registro de sarampo no Acre havia ocorrido em 2000, quando foram contabilizados 11 casos da doença, distribuídos entre Rio Branco, Acrelândia, Mâncio Lima e Plácido de Castro. Desde então, o estado não havia registrado novas confirmações, segundo o histórico epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde.
Apesar da confirmação, ainda não é possível afirmar que a transmissão ocorreu em território acreano. A investigação epidemiológica conduzida pelas autoridades de saúde busca identificar o provável local de infecção, possíveis exposições ao vírus e pessoas que tiveram contato com os pacientes. As informações preliminares apontam para a possibilidade de os dois casos terem sido importados do Peru.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de partículas respiratórias eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira. Os principais sintomas incluem febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. A infecção pode provocar complicações graves, especialmente em crianças pequenas e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença. O Ministério da Saúde recomenda a aplicação da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Diante das confirmações, a orientação é que a população verifique a situação vacinal e procure uma unidade de saúde em caso de sintomas suspeitos, evitando contato com outras pessoas até receber avaliação médica.
