Rio Branco, Acre - quarta-feira, 25 fevereiro, 2026

UNINDO FORÇAS

Por Marcela Jansen

“Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira”.
(Ronald Reagan)

UNINDO FORÇAS

A possível formação da chapa Alan Rick (UB) para o governo e Jéssica Sales (MDB) como vice, ventilada nos bastidores para 2026, revela a intenção de unir duas forças políticas relevantes do Acre. A presença de Jéssica na composição seria um trunfo político considerável, não apenas por sua trajetória própria, mas pela representatividade da família Sales, tradicionalmente forte no Juruá e com raízes profundas no MDB.

ALERTAS

Não se pode esquecer que o cenário político é dinâmico. Nas eleições municipais de 2024, Jéssica enfrentou um revés significativo ao perder a disputa pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul para o grupo do governador Gladson Cameli. Esse episódio serviu como alerta de que o prestígio familiar, embora relevante, não garante hegemonia eleitoral.

VIABILIDADES

A construção dessa chapa majoritária, portanto, precisará levar em conta não só o peso das tradições políticas, mas também o recado das urnas. Alianças, discurso afinado e sintonia com o eleitorado serão fatores determinantes para transformar esse favoritismo interno do MDB em viabilidade real no tabuleiro de 2026.

O DESAFIO DE ENFRENTAR A MÁQUINA E O CARISMA

Os embates recentes entre o governador Gladson Cameli e o senador Alan Rick escancaram a tensão que deve marcar a disputa pelo Governo do Acre em 2026. Embora Alan venha se consolidando como pré-candidato com articulação e discurso firme, o caminho até o Palácio Rio Branco está longe de ser fácil — e um dos maiores obstáculos está justamente no atual ocupante da cadeira.

CAPITAL POLÍTICO

Gladson, mesmo com os desgastes naturais do cargo, mantém um capital político expressivo e um apelo popular que não deve ser subestimado. Mais do que isso: mesmo fora da disputa direta, ele pode proporcionar uma musculatura eleitoral a vice-governadora Mailza Assis que complique (e muito) os planos de Alan.

DESAFIOS DE ALAN RICK

Alan Rick, portanto, terá o desafio de enfrentar não apenas uma adversária no campo político, mas toda a estrutura da máquina pública estadual e o carisma popular de um governador que, gostem ou não, ainda dita o ritmo do jogo no Acre. A disputa será dura — e o favoritismo, longe de estar definido.

IMORALIDADE INSTITUCIONALIZADA?

O prefeito Tião Bocalom pode até não ter cometido nenhuma ilegalidade ao nomear a própria esposa como Chefe de Gabinete, além de levá-la em viagens oficiais. Mas a ‘imoralidade’ do ato salta aos olhos — e ofende o bom senso de qualquer cidadão que paga seus impostos esperando, no mínimo, respeito com o dinheiro público.

DESCRÉDITO NA POLÍTICA

Usar uma brecha na legislação para beneficiar um familiar é justamente o tipo de atitude que alimenta o descrédito da população na política. Não basta seguir a letra da lei — é preciso honrar o espírito dela. E nesse caso, o espírito foi completamente ignorado

EM RUÍNAS

O transporte coletivo de Rio Branco vive um colapso anunciado, sustentado por uma estrutura obsoleta, uma frota sucateada e, pior, pela inércia do poder público. A recente manifestação na Tribuna Popular da Câmara Municipal escancarou o que os usuários e trabalhadores já sentem diariamente: o sistema atual não atende mais à capital acreana. E o que mais preocupa é que, diante de uma crise tão evidente, a Prefeitura ainda insiste em manter tudo como está.

POTENCIAL PRODUTIVO

O anúncio do investimento de R$ 82 milhões para fomentar a produção de suínos e aves no Acre deve ser celebrado como uma vitória da agricultura familiar. O convênio assinado entre a ApexBrasil e o Banco da Amazônia não apenas reconhece o potencial produtivo da região, mas também valoriza o papel central que pequenos produtores desempenham no abastecimento interno e na geração de divisas por meio da exportação.

ESTRUTURAÇÃO

A construção de galpões padronizados e o fortalecimento da parceria com empresas como Dom Porquito e Acre Aves representam a chance de estruturar uma cadeia produtiva moderna, eficiente e sustentável, capaz de competir em mercados exigentes.

ECONOMIA SÓLIDA

Essa iniciativa reafirma que investir na base da produção rural não é apenas uma medida social, mas uma estratégia econômica sólida para o desenvolvimento do Acre e da Amazônia como um todo.

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