Foto: Altino Machado
A Universidade Federal do Acre decidiu antecipar a abertura dos portões no segundo dia do vestibular de Medicina, marcado para este domingo (18). Atendendo a uma recomendação do Ministério Público Federal no Acre, os portões do campus da Universidade Federal do Acre passarão a ser abertos às 11h, meia hora antes do horário inicialmente previsto.
A decisão foi oficializada por meio de ato administrativo assinado pela pró-reitora de Graduação, Ednacelí Damasceno, e tem como principal objetivo reduzir os impactos no trânsito e facilitar o acesso dos candidatos aos locais de prova. No primeiro dia do vestibular, realizado no domingo passado (11), foram registrados congestionamentos intensos no entorno do campus, especialmente na BR-364, o que dificultou a chegada de centenas de estudantes.
A recomendação do MPF foi direcionada à Ufac e ao Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do certame. O órgão ministerial solicitou que fossem adotadas medidas de planejamento e coordenação do tráfego e do acesso aos locais de prova para evitar a repetição dos problemas observados no primeiro dia.
Com a alteração, o cronograma do segundo dia de provas ficou definido da seguinte forma: abertura dos portões às 11h, fechamento às 12h30 e início das provas às 13h. Os candidatos farão avaliações objetivas nas áreas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e de Matemática e suas Tecnologias, com duração total de quatro horas e trinta minutos.
O vestibular de Medicina da Ufac voltou a ser realizado após um intervalo de 14 anos e mobilizou mais de cinco mil candidatos nos municípios de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Ao todo, estão sendo ofertadas 80 vagas, distribuídas em duas turmas de 40 estudantes, com ingresso previsto para o primeiro e o segundo semestres deste ano.
Segundo o Ministério Público Federal, os transtornos registrados no primeiro dia comprometeram a mobilidade urbana e colocaram em risco o direito constitucional de acesso à educação. Em razão do fluxo elevado de veículos e pedestres, muitos candidatos precisaram abandonar seus carros e percorrer longos trechos a pé para não perder o horário das provas.
Na recomendação, o procurador responsável ressaltou que transporte, segurança e educação são direitos assegurados pela Constituição Federal e que falhas no planejamento logístico podem causar prejuízos irreversíveis aos participantes do processo seletivo. O documento também alertou para o risco de novos transtornos no segundo dia, diante da expectativa de movimentação intensa nas imediações da universidade.
