O tomate foi o principal vilão da inflação dos alimentos em Rio Branco durante o mês de maio. Levantamento da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) aponta que o produto registrou alta de 10,3%, liderando o aumento dos preços que pressionaram a cesta alimentar na capital acreana.
Além do tomate, outros itens tradicionais da mesa dos brasileiros também ficaram mais caros. O arroz apresentou aumento de 5,92%, o leite subiu 2,82% e o feijão registrou alta de 2,43%.
O resultado foi o avanço da cesta alimentar para R$ 608,91 por consumidor, crescimento de 2,12% em relação ao mês anterior.
Dos 14 produtos monitorados pela pesquisa, nove tiveram aumento de preços em maio. O cenário confirma a continuidade da pressão sobre os alimentos básicos, um dos principais componentes do orçamento das famílias.
Apesar da tendência de alta, alguns itens apresentaram redução. A farinha de mandioca ficou 4,37% mais barata, enquanto o café registrou queda de 2,83% e a manteiga recuou 1,82%.
Mesmo assim, as reduções não foram suficientes para compensar os reajustes dos produtos que compõem a alimentação diária da população.
Com a elevação dos preços, o custo total das cestas de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica atingiu R$ 720,65 em maio, o maior valor dos últimos seis meses. Para especialistas em consumo, alimentos como arroz, feijão, leite e tomate têm impacto direto na percepção da inflação pelas famílias, justamente por estarem presentes na rotina da maioria dos lares acreanos.
O levantamento mostra que a alta dos alimentos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o custo de vida em Rio Branco, afetando especialmente as famílias de menor renda, que destinam parcela significativa do orçamento à alimentação.
