Foto: Agência Aleac
O termo de cooperação técnica em negociação entre a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e a Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC) é visto pelo presidente da entidade, Valdemiro Rocha, como um passo necessário para tirar o cooperativismo da dependência de articulações pontuais e criar bases institucionais mais estáveis para o setor no estado.
Segundo Valdemiro, a proposta do termo não é protocolar, mas estratégica. “A ideia é dar segurança jurídica para ações conjuntas e criar um canal permanente de diálogo com a Assembleia. Não se trata de um favor ou de apoio eventual, mas de estabelecer regras claras para que o cooperativismo possa avançar com previsibilidade”, afirmou.
O dirigente explicou que o acordo começou a ser discutido após uma série de reuniões com parlamentares e com a Mesa Diretora da Aleac, nas quais ficou evidente a necessidade de um instrumento formal que organizasse essa relação. “Sem um termo técnico, tudo depende de boa vontade e de articulação isolada. Isso fragiliza o processo e limita o alcance das ações”, disse.
Entre os pontos previstos no acordo está o uso de estruturas institucionais da Assembleia, como a Escola do Legislativo, para formação, capacitação e debates técnicos ligados ao cooperativismo. Para Valdemiro, esse é um dos aspectos centrais da parceria. “A Assembleia tem instrumentos importantes que podem contribuir muito com a formação de cooperados, dirigentes e até gestores públicos que lidam com o setor”, destacou.
Valdemiro ressaltou ainda que o cooperativismo não tem alinhamento partidário e que o diálogo com o Legislativo envolve diferentes mandatos. “O cooperativismo é suprapartidário. Quem quiser apoiar o setor de forma institucional encontrará na OCB um parceiro para dialogar e construir soluções”, afirmou.
Na avaliação do presidente da OCB/AC, o termo técnico também fortalece o papel da Aleac como mediadora entre cooperativas, poder público e outros atores econômicos. “Muitas vezes a Assembleia pode ajudar a articular políticas públicas, aperfeiçoar leis ou aproximar setores que não conversam entre si. O termo cria esse ambiente”, explicou.
Para Valdemiro, a formalização da cooperação ocorre em um momento em que o cooperativismo amplia sua presença em diversas cadeias produtivas no Acre, mas ainda busca maior inserção nas estratégias oficiais de desenvolvimento. “O cooperativismo já entrega resultado econômico e social. O que estamos buscando agora é que ele tenha um espaço institucional à altura dessa importância”, concluiu.
