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A escalada do conflito envolvendo o Irã e a atuação militar de Estados Unidos e Israel já provoca reação imediata no mercado internacional de petróleo e acende um alerta no Brasil: o custo do frete pode subir justamente no pico do escoamento da safra agrícola. O movimento ocorre em um momento sensível para o agronegócio, que já enfrentava dificuldades logísticas, principalmente no acesso aos portos do Arco Norte, como Miritituba, no Pará.
O aumento do preço do petróleo tende a impactar diretamente o diesel, principal insumo do transporte rodoviário brasileiro. Como o país depende majoritariamente das rodovias para escoar grãos e outras commodities, qualquer elevação no combustível se transforma rapidamente em aumento no valor do frete. O efeito é em cadeia: encarece o transporte, pressiona produtores e pode chegar ao consumidor final.
O cenário se soma a desafios já existentes na logística nacional. No Norte do país, gargalos em infraestrutura, filas em portos e custos elevados vinham pressionando o setor. Caso o diesel registre alta nos próximos dias, o impacto pode ser ainda mais intenso, principalmente para estados que dependem de longas distâncias rodoviárias para escoamento da produção.
No Acre, onde a economia também está fortemente ligada ao transporte rodoviário para circulação de mercadorias e insumos, o reflexo pode atingir não apenas o agronegócio, mas também o comércio e o preço de produtos básicos. Especialistas do setor de logística alertam que o momento exige monitoramento constante do mercado internacional, já que instabilidades geopolíticas costumam ter efeito rápido e direto sobre combustíveis.
O conflito ainda está em desenvolvimento, mas o mercado já reage. E, em um país onde o diesel move a economia, qualquer oscilação no petróleo ultrapassa fronteiras e chega às estradas brasileiras.
