“O sofrimento só vai diminuir quando tivermos os planos habitacionais. Temos mais de duas mil casas destinadas a famílias que vivem entre as cotas de 14 e 15 metros”. A frase é do prefeito Tião Bocalom ao comentar sobre o período de cheia que ocorrer anualmente em Rio Branco e as soluções viáveis para amenizar os impactos juntos as comunidades da Capital.
Com o nível do Rio Acre chegando a 14,20 metros, conforme medição da Defesa Civil Municipal, às 12h00 de segunda-feira, 10, o chefe do Executivo ressaltou que a solução definitiva para o problema das enchentes passa por projetos habitacionais que permitam a remoção das famílias das áreas de risco.
Apesar da experiência da gestão em lidar com alagamentos na cidade, além de contra com o apoio do governo do Estado, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, o prefeito frisa que o período de cheia nunca é desejo, tendo em vista os transtornos materiais e emocionais que causam as pessoas atingidas pela elevação do manancial na capital.
“A gente não queria isso, mas nossa gestão já enfrentou quatro alagações, sendo duas grandes. O pior desastre foi em 2023, quando muitas pessoas perderam tudo. A prefeitura fez o trabalho e cuidou. Em 2021, tivemos o prêmio de melhor abrigamento do Brasil. Isso nos deu mais habilidade para lidar com essas dificuldades. Espero em Deus que essa enchente não seja forte, mas a prefeitura está pronta. Temos a parceria do governador Gladson Cameli e sua equipe, além do suporte da Defesa Civil do Estado e do Corpo de Bombeiros”, afirmou Bocalom.
Atualmente, 30 indígenas que moravam na região ribeirinha já foram acolhidos na Escola Madre Hidelbranda, no bairro 15. Além disso, 15 famílias solicitaram remoção de suas residências.
“Já temos 30 pessoas abrigadas na escola e 15 famílias pedindo remoção. Estamos monitorando os bairros e identificando quais casas podem ser atingidas. Muitas pessoas resistem a sair, mas a partir do momento em que a água entra nas residências, precisamos agir rapidamente. O nível do rio ainda pode subir mais, então nossa equipe segue de prontidão”, destacou o coordenador da Defesa Civil da Capital, tenente-coronel, Cláudio Falcão. (Com informações do ac24horas)
