Silvio Carvalho (à esquerda), Ana Costa e Fabiano Salek integram a formação do grupo carioca Sururu na Roda no álbum ‘Na linha do tempo’
Rogério Von Kruger / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Em cena desde 2000, ano em que se formou na familiaridade de encontros nos jardins da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o grupo Sururu na Roda já teve várias formações ao longo de 26 anos de atuação. E é como um trio – integrado por Ana Costa (voz e violão), Fabiano Salek (voz e percussão) e Silvio Carvalho (voz e percussão) – que o Sururu arredonda a data e festeja 25 anos de carreira com o álbum “Na linha do tempo”.
Em rotação nos players de áudio a partir de amanhã, sexta-feira, 24 de julho, o álbum foi gravado sob direção musical de Rildo Hora, produtor de importância fundamental nas discografias de Beth Carvalho (1946 – 2019), Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.
Na linha do tempo do repertório formado somente por regravações de sucessos do samba, o grupo carioca vai de Noel Rosa (1910 – 1937) e Vadico (1910 – 1962) – compositores do samba-choro “Conversa de botequim” (1935) – a Dudu Nobre e Roque Ferreira, parceiros em “Água da minha sede”, samba lançado por Zeca Pagodinho em 2000, ano da criação do Sururu na Roda.
A cronologia do repertório do álbum “Na linha do tempo” abarca sambas de Martinho da Vila (“Ex-amor”, de 1981) e Gonzaguinha (1945 – 1991), de quem o grupo rebobina o politizado samba “É” (1988).
Em seleção dominada por sambas lançados na década de 1980, o Sururu também reabre “Testamento de partideiro” (Candeia, 1976), refaz “Mutirão de amor” (Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Sombrinha, 1983), revive “Seja sambista também” (Arlindo Cruz e Sombrinha, 1984), reacende “Fogo de saudade” (Sombrinha e Adilson Victor, 1986), dá “Sorriso aberto” (Guaraci Sant’anna, o Guará, 1988)” e replanta “Pura semente” (Acyr Marques e Arlindo Cruz, 1989).
Obra-prima da parceria de Elton Medeiros (1930 – 2019) com Zé Kétti (1921 – 1999), “Mascarada” (1966) também ganha registro do Sururu no álbum em gravação feita com a adesão de Mart’nália. Já Marcelo Caldi toca piano em “Conversa de botequim”, “É”, “Ex-amor” e “Fogo de saudade”.
Além de ter feito a direção musical do álbum “Na linha do tempo”, Rildo Hora toca realejo em nove das 12 faixas.
Capa do álbum ‘Na linha do tempo’, do grupo Sururu na Roda
Rogério Von Kruger / Divulgação
