Rio Branco, Acre - terça-feira, 14 julho, 2026

Soja, milho, cacau e outros produtos passam a ter novo valor mínimo de venda

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Nova tabela estabelece valores de referência para proteger produtores rurais em períodos de queda nos preços do mercado

Produtores rurais de todo o país passam a contar com novos valores mínimos de venda para uma série de produtos agrícolas. A atualização foi publicada pelo Ministério da Agricultura, por meio da Portaria nº 934, com base em decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), e contempla as safras 2026/2027 e, em alguns casos, também a de 2027.

Os valores mínimos funcionam como uma espécie de proteção para o produtor. Na prática, eles representam um preço de referência para a comercialização da produção. Quando o mercado paga abaixo desse patamar, o governo pode adotar mecanismos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como financiamentos e programas de apoio à comercialização, para reduzir os prejuízos enfrentados pelos agricultores.

A nova tabela abrange culturas importantes para o agronegócio brasileiro, entre elas soja, milho, cacau, arroz, feijão, mandioca, algodão, sorgo, leite e borracha natural, além de sementes de diversas culturas.

Entre as alterações, a soja teve reajuste no valor mínimo de venda. No caso do milho, os valores variam conforme a região do país, refletindo as diferenças nos custos de produção e na logística de cada localidade.

A atualização dos preços mínimos busca oferecer maior previsibilidade ao setor agropecuário, principalmente em momentos de instabilidade do mercado, ajudando produtores a planejar a produção e reduzir os impactos de oscilações nos preços.

Impacto no Acre

A medida também interessa aos produtores acreanos, especialmente das cadeias do cacau, milho, mandioca, borracha natural e leite, atividades que vêm ganhando espaço na economia do estado. A definição de valores mínimos oferece mais segurança para quem investe na produção rural e pode contribuir para manter a renda dos agricultores em períodos de baixa nos preços.

A portaria já está em vigor, e os novos valores passam a servir como referência para as próximas safras, conforme o calendário de cada cultura.

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