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O aproveitamento de talos e folhas de mandioca na produção de silagem tem se consolidado como uma alternativa viável para produtores rurais que buscam reduzir custos e garantir alimento ao rebanho durante períodos de escassez de pastagem. Conhecida como silagem de rama de mandioca, a prática utiliza uma parte da planta que, por muitos anos, foi tratada apenas como resíduo agrícola.
Do ponto de vista nutricional, a parte aérea da mandioca apresenta bom teor de proteína quando comparada a outros volumosos tradicionais, além de alta aceitabilidade pelos animais quando o processo de ensilagem é bem conduzido. Técnicos da área destacam que a fermentação correta reduz substâncias tóxicas naturais da planta, tornando o alimento mais seguro para bovinos de corte e de leite.
A silagem de mandioca tem sido adotada principalmente como complemento alimentar, e não como substituta total da silagem de milho ou do capim. Em sistemas de produção de leite, por exemplo, seu uso equilibrado pode contribuir para manter a dieta dos animais sem comprometer a saúde do rebanho, desde que associada a outras fontes de energia e fibra.
Entre os cuidados recomendados estão o tempo adequado de fermentação do silo, o ponto correto de corte da planta e o manejo antes da ensilagem. O pré-murchamento da rama, prática já adotada por alguns produtores, ajuda a melhorar a qualidade da silagem e a estabilidade do alimento no cocho.
Em um cenário de insumos cada vez mais caros, a silagem de talos e folhas de mandioca surge como uma estratégia de aproveitamento inteligente da produção agrícola, aliando economia, sustentabilidade e segurança alimentar no campo. Para especialistas, o sucesso da técnica está diretamente ligado ao planejamento e à orientação técnica adequada.
