A Câmara Municipal de Rio Branco voltou a protagonizar um episódio de impasse nesta terça-feira (27). Desta vez, os vereadores não conseguiram sequer iniciar a sessão legislativa. A falta de quórum levou o presidente da Casa, Joabe Lira, a encerrar a tentativa de abertura dos trabalhos, provocando protestos e bate-boca entre parlamentares.
A confusão começou por volta das 9h15, quando Joabe constatou que não havia vereadores suficientes no plenário para dar início à sessão. Pelo menos 11 parlamentares precisavam estar presentes, mas o número mínimo não foi alcançado no momento da verificação.

A decisão desagradou parte dos vereadores, especialmente Neném Almeida e Aiache, que questionaram a condução dos trabalhos. O argumento apresentado foi de que alguns parlamentares estavam nas dependências da própria Câmara, reunidos para discutir questões relacionadas a vetos, e não ausentes da atividade legislativa.
A justificativa, entretanto, não mudou o entendimento do presidente. Mesmo depois que os vereadores desceram ao plenário, Joabe Lira manteve a decisão de não abrir a sessão.
O episódio expôs um desencontro entre os próprios integrantes do Legislativo municipal. Enquanto parte dos parlamentares discutia matérias que poderiam entrar na pauta, a ausência do número mínimo de vereadores no plenário impediu que os trabalhos fossem oficialmente iniciados.
A situação também levantou questionamentos sobre a organização interna da Câmara e a articulação entre os vereadores para garantir o funcionamento das sessões. Afinal, embora houvesse parlamentares no prédio, a presença necessária para a abertura dos trabalhos não foi assegurada no momento da verificação.
Não foi informado qual veto estava sendo discutido pelos vereadores antes da confusão, nem se havia previsão de que o assunto fosse apreciado durante a sessão desta terça-feira.
Com a decisão mantida pela presidência, nenhuma matéria foi deliberada. O episódio terminou sem sessão, mas com mais um desgaste político dentro da Câmara Municipal de Rio Branco.
