Secretário Tchê projeta Escola do Café no Acre: “Queremos formar uma geração de especialistas”

Foto: Portal Correio Online

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Durante a missão internacional que levará produtores acreanos à Itália, entre 20 e 28 de setembro, uma pauta ganha força: a criação da primeira Escola do Café no Brasil, com possibilidade de instalação no Acre. A ideia foi destacada pelo secretário de Agricultura, José Luís Tchê, que enxerga no projeto um divisor de águas para a cafeicultura amazônica.

Segundo ele, a escola seria fruto do intercâmbio com instituições italianas, referência mundial em qualidade, inovação e capacitação de profissionais do setor. A proposta é trazer para o estado uma experiência que vá além da produção, alcançando a formação técnica, científica e empreendedora de produtores e produtoras rurais.

“Quem preservou merece um olhar diferente, e o Acre tem muito a mostrar. Queremos capacitar produtores e produtoras, principalmente as mulheres, para que nossa cafeicultura dê mais um salto”, afirmou Tchê em entrevista ao Correio Online.

A Escola do Café teria como objetivos principais:

– Capacitação técnica em todas as etapas, da lavoura à xícara;

– Inovação no manejo, na pós-colheita e na torrefação;

– Valorização da sustentabilidade, marca do café amazônico;

– Formação de mulheres e jovens, ampliando o protagonismo social no campo;

– Conexão com o mercado internacional, alinhando-se a padrões de qualidade exigidos fora do Brasil.

O Acre já desponta no cenário nacional com concursos de qualidade e cafés premiados, mas a criação da escola colocaria o estado em um novo patamar, como centro de referência em conhecimento.

Parcerias estratégicas

O secretário lembrou que a Fundação Lavazza, em Turim, tem interesse em estreitar relações com o Acre, podendo ser parceira no desenvolvimento da proposta. A missão internacional será decisiva para alinhar essa cooperação e avaliar modelos de implementação no Brasil.

“Queremos trazer para cá não apenas técnicas de produção, mas também a mentalidade de inovação que transforma o café em cultura, ciência e negócio. É isso que fará a diferença para os nossos produtores”, reforçou Tchê.

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