A saída do ex-secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, do governo estadual foi classificada como uma decisão política pelo vereador de Rio Branco, José Aiache. Durante entrevista ao podcast Correio em Prosa, o parlamentar afirmou que o desligamento ocorreu sem diálogo e criticou a forma como o ex-gestor deixou o cargo, sem reconhecimento público pelo trabalho realizado à frente da pasta.
Aiache destacou que acompanhou de perto a atuação de Pascoal e atribuiu à gestão avanços importantes, especialmente na retomada de cirurgias após o período crítico da pandemia. Segundo ele, os resultados apresentados ao longo da administração reforçam que a saída não teve motivação técnica. “Foi uma decisão extremamente política”, afirmou.
O vereador também apontou falta de sensibilidade por parte do governo ao não reconhecer oficialmente o trabalho desenvolvido. Para ele, independentemente de mudanças de gestão, o respeito institucional deve prevalecer. “Não teve um ‘muito obrigado’. Isso é demonstração de respeito com quem trabalhou”, disse.
Na avaliação do parlamentar, o episódio revela falhas na condução política e dificuldades de articulação dentro do próprio governo. “Eu acho que foi inabilidade política não chamar para conversar, não ter um diálogo”, afirmou. Aiache também mencionou que decisões dessa natureza exigem maturidade, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública.
Mesmo após a saída, o vereador afirmou que Pedro Pascoal segue como um nome relevante no cenário político e com potencial para continuar contribuindo com o estado. Para Aiache, o episódio não encerra a trajetória do ex-secretário, mas expõe tensões internas na condução da gestão estadual.
