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Uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e o Sebrae/AC organiza uma missão à Itália — berço da cafeicultura mundial — para mostrar que o produto acreano, cultivado por agricultores familiares, tem qualidade para disputar espaço no mercado global.
A coordenadora de negócios do Sebrae no estado, Rina Suárez, destaca que o movimento é, acima de tudo, um convite para que o agricultor se veja como protagonista. “Queremos que os produtores se empoderem e percebam que o que eles produzem pode estar em qualquer mesa do mundo. Esse é o recado que levamos com o café do Acre: ele não é apenas competitivo, é de excelência”, afirma.
A delegação passará por seis cidades italianas, conhecendo fazendas-modelo, indústrias especializadas e tecnologias de ponta. Mas a viagem não é só observação: os acreanos levam amostras de café para serem apresentadas diretamente às indústrias italianas. O objetivo, segundo Suárez, é duplo. “Queremos que eles conheçam nosso produto, que provem a qualidade do café do Acre, e ao mesmo tempo vamos observar as tecnologias que eles utilizam para trazer essa expertise de volta. A ideia é colocar esse conhecimento nas mãos dos nossos produtores e fazê-los sentir orgulho do que produzem”, explica.
O esforço faz parte de uma estratégia ampla que inclui rodadas de negócios e feiras internacionais. A lógica é clara: inserir o café acreano em diferentes vitrines, testando mercados e abrindo espaço para novas oportunidades. “Estamos trabalhando para que a produção do Acre seja reconhecida lá fora, que o mundo saiba que aqui também se cultiva um café de altíssima qualidade”, completa a diretora do Sebrae.
Essa ousadia não nasce do nada. Em apenas três anos de participação em competições nacionais, o café do Acre já figura entre os 30 melhores do país. Neste ano, os 15 primeiros colocados do concurso QualiCafé vão representar o estado na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, uma das maiores vitrines do setor na América Latina.
Além da qualidade reconhecida, o produto carrega outro diferencial: o apelo ambiental. Cultivado em áreas que preservam a floresta, o café amazônico oferece uma narrativa de sustentabilidade que dialoga com as exigências do mercado global. “É um produto de qualidade com apelo ambiental fortíssimo. Essa combinação pode colocar o Acre no mapa mundial do café”, resume Suárez.
