Foto: Secom
A possibilidade de uma seca severa no Acre, antes projetada para os próximos anos, já acende sinal de alerta em Rio Branco e pode se concretizar de forma antecipada. A preocupação é baseada em mudanças no comportamento climático e nos níveis do Rio Acre, que indicam um cenário mais crítico do que o inicialmente previsto.
De acordo com a Defesa Civil Municipal, estudos anteriores apontavam que situações extremas, como a redução drástica do nível do rio, poderiam ocorrer por volta de 2032. No entanto, a intensificação de eventos climáticos recentes sugere que esse cenário pode chegar mais cedo.
A tendência para os próximos meses é de redução significativa das chuvas, especialmente a partir de maio, período em que a influência do fenômeno El Niño deve se intensificar. A combinação de estiagem prolongada, aumento das temperaturas e queda da umidade relativa do ar deve agravar as condições ambientais em todo o estado.
Diferentemente das cheias, que atingem áreas específicas, a seca tende a impactar de forma ampla a população. Entre os principais efeitos esperados estão problemas respiratórios, calor intenso e possíveis dificuldades no abastecimento de água, sobretudo em comunidades rurais.
Outro fator de preocupação é o aumento do risco de queimadas, favorecido pelo clima mais seco e pelas altas temperaturas. Além disso, questões estruturais, como o desmatamento e o assoreamento ao longo do Rio Acre, contribuem para agravar o cenário e dificultam a manutenção dos níveis de água.
Apesar do alerta, o nível do rio ainda apresenta elevação neste período, influenciado por chuvas recentes em municípios como Xapuri e Brasiléia. No entanto, a expectativa é de que os próximos meses sejam marcados por condições mais adversas.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Rio Branco já iniciou ações de planejamento e monitoramento, com articulação entre diferentes áreas da gestão pública. A proposta é antecipar estratégias para minimizar os impactos da estiagem e preparar a população para possíveis consequências da seca.
