Rio Branco, Acre - quarta-feira, 01 julho, 2026

Rio Branco vive nova emergência hídrica: erosão ameaça ETA II e deixa capital em alerta

Foto Reprodução

A Prefeitura de Rio Branco voltou a acionar o sinal vermelho na área da Estação de Tratamento de Água ETA II, localizada às margens do rio Acre. Por meio do Decreto nº 1.572, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado de quinta-feira, 15, o município declarou nova situação de emergência, válida por um ano. A medida autoriza ações excepcionais para evitar o colapso no abastecimento de água da capital acreana.

O motivo é grave: a margem do rio está cedendo, colocando em risco direto a estrutura de captação da ETA II — uma das principais responsáveis por levar água tratada aos moradores de Rio Branco. A erosão acelerada naquela área pode interromper completamente o fornecimento de água potável para residências, escolas, hospitais, presídios e demais instituições públicas.

Segundo o decreto, há risco iminente de desabastecimento para 100% dos domicílios da cidade, o que exige uma resposta urgente do poder público. O texto se baseia em laudos técnicos da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e reforça o alerta emitido anteriormente em outros atos oficiais, como os decretos nº 443/2024 (referente à ETA II) e nº 1.619/2024 (ligado à ETA I).

Com a situação de emergência reconhecida, a prefeitura está autorizada a acessar recursos federais e estaduais, contratar serviços sem licitação e realizar obras emergenciais para conter a erosão e garantir a continuidade do fornecimento. A decisão foi assinada pelo prefeito em exercício, Alysson Bestene.

A ETA II é operada pelo Saerb (Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco) e desempenha papel estratégico no abastecimento urbano. O temor agora é de que, caso o avanço da erosão não seja contido com rapidez, o prejuízo ultrapasse os limites da infraestrutura e gere um apagão hídrico sem precedentes na capital.

A nova declaração de emergência não é apenas burocrática: ela exige resposta imediata, planejamento técnico e investimentos urgentes. Em tempos de mudanças climáticas e infraestrutura fragilizada, cada centímetro de terra que cede pode significar milhares de torneiras secas.

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