Rio Branco, Acre - segunda-feira, 20 julho, 2026

Rio Branco concentra mais de 60% dos casos de dengue registrados no Acre em 2026, aponta boletim epidemiológico

Foto Internet 

Apesar da expressiva redução no número de casos de dengue registrada no Acre ao longo de 2026, Rio Branco continua sendo o município com maior concentração de infecções pela doença no estado. Dados divulgados no mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) mostram que a capital responde por mais de 60% de todos os casos confirmados entre as semanas epidemiológicas 1 e 20 deste ano.

Conforme o levantamento, dos 993 casos confirmados em todo o estado, 607 ocorreram em Rio Branco, o equivalente a 61,1% do total. O cenário mantém a capital como o principal foco da circulação do vírus da dengue no Acre, embora os indicadores estaduais apresentem redução significativa em relação ao mesmo período do ano passado.

A Regional do Baixo Acre, que engloba Rio Branco e municípios vizinhos, concentra 660 casos confirmados, correspondendo a 66,5% de todas as infecções registradas no estado. Além da capital, Sena Madureira aparece como o segundo município com maior número de confirmações na regional, somando 19 casos.

Na Regional do Juruá foram contabilizados 266 casos confirmados, representando 26,8% do total estadual. Cruzeiro do Sul lidera os registros na região, com 153 casos, seguido por Mâncio Lima, que acumula 66 confirmações.

Já a Regional do Alto Acre registrou 67 casos confirmados, o equivalente a 6,7% das ocorrências. Brasiléia e Xapuri apresentam os maiores números da regional, com 20 casos confirmados cada um.

Ao todo, o Acre contabilizou 1.455 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 993 foram confirmados pelas autoridades de saúde. O número representa uma redução de aproximadamente 84,5% em comparação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido confirmados 6.407 casos da doença.

Apesar da queda expressiva, a Sesacre alerta que o vírus continua circulando no estado. O boletim aponta uma taxa de incidência de 165,2 casos por 100 mil habitantes, indicador que demonstra a necessidade de manutenção das ações de vigilância epidemiológica, controle do mosquito transmissor e mobilização da população para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti.

O documento também informa que, até o momento, foram registrados 15 casos classificados como dengue com sinais de alarme, quadro que exige acompanhamento médico mais rigoroso devido ao risco de agravamento da doença.

Além disso, dois óbitos suspeitos relacionados à dengue permanecem sob investigação pelas autoridades sanitárias. As ocorrências envolvem moradores dos municípios de Rio Branco e Sena Madureira, e aguardam conclusão das análises epidemiológicas e laboratoriais para confirmação da causa das mortes.

Em relação aos métodos de diagnóstico, a maior parte das confirmações ocorreu por meio de exames laboratoriais. Dos 993 casos confirmados, 706 tiveram confirmação por testes específicos, representando 71,1% do total. Outros 286 casos, equivalentes a 28,8%, foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico, utilizado quando há compatibilidade entre os sintomas apresentados pelo paciente e o cenário de circulação do vírus na região.

Mesmo diante da redução dos números em comparação ao ano anterior, a Secretaria de Estado de Saúde reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. A orientação é manter reservatórios de água devidamente fechados, eliminar recipientes que possam acumular água parada e procurar atendimento médico diante do aparecimento de sintomas como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, manchas na pele e mal-estar.

Compartilhar