O Rio Acre voltou a baixar em Rio Branco e atingiu 1,65 metro na manhã desta sexta-feira (4), ampliando a preocupação com os efeitos da estiagem na capital. A medição foi realizada às 5h17 pela Defesa Civil Municipal.
Em apenas um dia, o manancial perdeu quatro centímetros. Na quinta-feira (3), o nível registrado era de 1,69 metro. Também não houve registro de chuva nas últimas 24 horas.
Embora o rio esteja distante das cotas relacionadas às enchentes — 13,50 metros para alerta e 14 metros para transbordamento —, neste período do ano a preocupação é justamente o movimento contrário: a redução da lâmina d’água e os impactos que níveis extremamente baixos podem provocar na captação de água e na navegabilidade.
A situação pode se agravar ao longo de setembro. O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, já alertou que o Rio Acre ainda pode perder cerca de meio metro durante o mês e se aproximar de 1,28 metro.
Caso a projeção se confirme, o manancial ficará próximo do menor nível já registrado em Rio Branco. Em setembro de 2024, o Rio Acre chegou a 1,23 metro.
*Pouca chuva e risco para o abastecimento*
O comportamento do rio acompanha um período de chuvas escassas na capital. Agosto teve precipitação em apenas seis dos 31 dias. Apesar de o acumulado mensal ter chegado a 48 milímetros, boa parte desse volume ficou concentrada em apenas dois episódios de chuva, sem força suficiente para reverter o quadro de estiagem.
A redução do nível já exige atenção especial para a captação de água. O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) possui um plano de contingência para manter o abastecimento caso o rio alcance níveis críticos.
Entre as medidas previstas estão dragagem e escavações no leito do rio, além da construção de pequenas barragens para aumentar a profundidade nos pontos onde estão instaladas as bombas de captação.
