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O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi rejeitado nesta semana no Congresso Nacional. O documento, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), não obteve votos suficientes para aprovação e acabou derrotado por 19 votos contrários e 12 favoráveis.
O texto sugeria o indiciamento de mais de duzentas pessoas, entre elas ex-ministros da Previdência Social e parlamentares. Entre os nomes citados estava o senador Weverton (PDT-MA), que divulgou nota pública após a votação. No comunicado, o parlamentar afirmou que a investigação apresenta fragilidades e declarou que não foi identificado nenhum ato que comprove sua participação nas supostas irregularidades.
O relatório também incluía o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, entre as pessoas que deveriam ser investigadas.
Durante a sessão, parlamentares ligados à base do governo defenderam a análise de um relatório alternativo, que apontava alterações na legislação previdenciária realizadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo esse documento, essas mudanças teriam contribuído para facilitar a ocorrência de fraudes no sistema.
O relatório alternativo também mencionava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no contexto das investigações. No entanto, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu não colocar o texto em votação.
Com a rejeição do relatório principal e sem a apreciação do documento alternativo, a comissão encerra seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final consensual sobre as investigações relacionadas às possíveis fraudes no INSS.
