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A redução na adesão às doses de reforço contra a covid-19 no Acre tem acendido um sinal de alerta entre autoridades de saúde, especialmente diante da possibilidade de աճumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. O cenário foi destacado no mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz.
Mesmo com uma cobertura considerada elevada nas duas primeiras doses — que alcança cerca de 89% da população —, o avanço da vacinação perdeu ritmo quando se trata das aplicações de reforço. A baixa procura é mais evidente entre públicos considerados prioritários, como idosos, gestantes e crianças.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no estado, Renata Quiles, avalia que a situação é preocupante. Segundo ela, os esquemas de reforço são essenciais para manter a proteção ao longo do tempo, especialmente em grupos mais vulneráveis, que necessitam de doses periódicas conforme orientação do Ministério da Saúde.
Apesar da diminuição na procura, o Ministério da Saúde enviou recentemente um novo lote de vacinas ao estado, suficiente para atender a demanda atual. Ainda assim, especialistas alertam que a circulação contínua do vírus exige atenção, já que a proteção conferida pelas doses iniciais tende a diminuir com o tempo.
Entre os pontos de maior preocupação está a vacinação infantil. De acordo com a coordenação do PNI, crianças estão entre os grupos com menor cobertura, o que amplia o risco de զարգamentos mais graves da doença. Idosos também permanecem no grupo de maior vulnerabilidade.
As recomendações atuais indicam que pessoas com 60 anos ou mais devem receber duas doses de reforço por ano. Gestantes devem se vacinar durante cada gestação, enquanto crianças de seis meses a menores de cinco anos precisam completar o esquema vacinal. Já pessoas com imunidade comprometida devem seguir um calendário específico com doses adicionais.
Dados recentes mostram que o Acre já registrou dezenas de milhares de casos de síndrome gripal associados à covid-19, além de milhares de ocorrências de SRAG, incluindo registros de mortes. Os números reforçam a importância da manutenção das estratégias de imunização.
Diante desse cenário, a orientação das autoridades é clara: a população deve procurar as unidades de saúde para atualizar a carteira de vacinação. A aplicação das doses de reforço é considerada uma das principais medidas para evitar casos graves, internações e mortes relacionadas à doença.
