Rio Branco, Acre - sexta-feira, 01 maio, 2026

Promotor relata pressão e violência contra proprietários que alugariam imóvel para Centro POP

Foto: Contilnet

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O promotor de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos Thalles Ferreira, reforçou o posicionamento da Promotoria de Direitos Humanos, que já ingressou com ação judicial e obteve decisão favorável determinando que a prefeitura reestruture o serviço e crie unidades de acolhimento mais adequadas à dignidade dos usuários.

Em tom emocionado, Tranin compartilhou experiências pessoais que o conectam à causa e lamentou a forte pressão política e social contra os proprietários do imóvel inicialmente escolhido para receber o Centro POP. “A casa era tecnicamente adequada, próxima a serviços públicos. Mas os donos foram ameaçados de ter o imóvel incendiado caso alugassem para a prefeitura. Isso é inaceitável”, disse.

O promotor alertou que a resistência social não pode se sobrepor à necessidade de garantir direitos fundamentais. “Não quero sujar minhas mãos com sangue se essa pressão política resultar em tragédias. Estamos falando de pessoas vulneráveis, muitas das quais perderam vínculos familiares e precisam de apoio — não de preconceito”, completou.

Thales enfatizou que a função do Centro POP não é abrigar moradores de rua, mas atendê-los, ouvi-los e encaminhá-los para os serviços certos, como casas de passagem, unidades de saúde e ações de reinserção social. “O problema da rua não é só do poder público. É de todos nós enquanto sociedade”, concluiu.

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