A gestão ambiental dos municípios acreanos foi pauta de reunião realizada nesta semana, em Brasília, o qual reuniu 21 dos 22 prefeitos do Acre, a bancada federal acreana e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. Na ocasião, o grupo debateu o projeto que prevê o fechamento definitivo dos lixões a céu aberto e o início de um novo modelo de tratamento de resíduos sólidos no estado.
Com apoio técnico garantido, estrutura financeira viável e respaldo dos governos federal e estadual, o que falta agora é apenas um passo: a assinatura do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos (CINRESO), presidido pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.
Modelo pronto, recursos assegurados
O projeto tem como base a experiência bem-sucedida do Amapá e prevê a criação de unidades regionais de tratamento de resíduos, incentivo à economia circular e eliminação dos lixões, que ainda são realidade em diversos municípios do Acre. O diferencial da proposta está no financiamento: nenhum custo direto para os municípios. A estruturação técnica será financiada pelo Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS), com os custos integrados ao modelo de concessão.
“Estamos falando de saúde pública, de meio ambiente, de dignidade para a população e geração de renda com inclusão social. O projeto está pronto. O Acre fez sua parte. Agora é hora de decisão”, reforçou o senador Alan Rick.
Pressão por decisão: “Não dá mais para empurrar com a barriga”
Durante a reunião, diversos prefeitos se manifestaram exigindo celeridade. A cobrança foi clara: a assinatura do contrato por parte de Tião Bocalom, que detém a responsabilidade de autorizar oficialmente o início da estruturação técnica. O documento está pronto desde novembro de 2024, elaborado pelo próprio Ministério da Integração.
