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A necessidade de reforçar a segurança nas unidades de saúde de Rio Branco foi tema central da conversa com o vereador Samir Bestene (PP) durante sua participação no podcast Correio em Prosa. O parlamentar detalhou a proposta que institui o Botão de Alerta nas unidades municipais, mecanismo que tem como objetivo agilizar o acionamento da polícia em situações de risco para servidores e usuários. A iniciativa surgiu após a repercussão de episódios de violência registrados em serviços de saúde do país e, segundo Bestene, ganhou prioridade diante do cenário local.
O vereador explicou que agressões verbais e físicas, além de tentativas de assalto, têm sido cada vez mais frequentes em postos de saúde, especialmente nas localidades mais afastadas do centro. Ele citou, como exemplo, casos ocorridos na Fundação Hospitalar e em unidades de bairros periféricos. Para ele, os profissionais de saúde e os atendidos ficam vulneráveis em ambientes que deveriam oferecer acolhimento e tranquilidade.
A proposta prevê a instalação do dispositivo em salas estratégicas das unidades, geralmente na direção, possibilitando que o alerta seja enviado imediatamente à central da Polícia Militar caso uma equipe identifique risco iminente. Bestene informou que discutiu o desenho operacional do projeto com o secretário municipal de Saúde, responsável por apontar formatos viáveis para a implementação. Ele destaca que o sistema deve funcionar como um mecanismo complementar de proteção, não apenas aos trabalhadores, mas também ao público que utiliza o SUS diariamente.
A discussão foi impulsionada por um caso nacional que viralizou recentemente, no qual uma servidora de saúde conseguiu acionar a polícia por meio de um botão de emergência em município do interior de São Paulo. Segundo Bestene, esse episódio demonstrou como ferramentas simples podem evitar situações graves e estimularam a adaptação do modelo para Rio Branco.
O projeto segue em tramitação na Câmara Municipal e, de acordo com o vereador, tem recebido boa receptividade entre os parlamentares. A expectativa dele é de que o tema avance nos próximos meses para que o sistema possa ser incorporado pela rede municipal como política permanente.
Bestene avalia que a medida representa uma resposta necessária diante da rotina de tensão enfrentada por equipes de saúde que lidam diariamente com superlotação, falta de estrutura e demandas urgentes. A proposta, segundo ele, busca garantir que profissionais e usuários tenham proteção mínima para desempenhar suas atividades e receber atendimento sem riscos adicionais.
