Foto: Assessoria/Seagri
A criação de galinhas caipiras tem se consolidado como uma alternativa real de sustento para famílias do campo no Acre. Um programa voltado à avicultura familiar vem ampliando a produção de aves em diferentes municípios e garantindo acesso mais barato a pintinhos para pequenos produtores, fortalecendo tanto a alimentação quanto a geração de renda no interior.
A iniciativa, desenvolvida pelo governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura do Acre, já alcança cidades como Acrelândia, Sena Madureira, Senador Guiomard, Bujari, Brasiléia, Assis Brasil e Capixaba. A proposta é simples, mas estratégica: permitir que produtores tenham acesso a pintinhos a preços abaixo do mercado, incentivando a produção local de carne e ovos.
Na prática, a entrega acontece de forma contínua, com distribuição mensal organizada de acordo com o nascimento dos animais em incubatórios. O modelo garante regularidade no abastecimento e permite que os produtores se planejem melhor, seja para consumo próprio ou para comercialização.
De acordo com dados levantados, mais de 180 produtores já foram beneficiados em municípios como Acrelândia, Sena Madureira, Senador Guiomard, Mâncio Lima, Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Porto Acre, Rio Branco e Xapuri. Ao todo, mais de 17 mil pintinhos já foram entregues, número que evidencia o crescimento da iniciativa e o interesse dos produtores.
O programa faz parte de uma política mais ampla de fortalecimento da agricultura familiar no estado, que busca garantir segurança alimentar e diversificação da renda no campo. A distribuição de pintos de um dia, além de estimular a produção, também reduz a dependência de atravessadores e amplia as oportunidades econômicas para quem vive da terra.
A avicultura de pequeno porte tem baixo custo inicial e retorno relativamente rápido, o que a torna uma das atividades mais acessíveis para agricultores familiares. Com manejo adequado, os animais podem ser destinados tanto ao consumo das próprias famílias quanto à venda, criando uma fonte constante de renda.
Mais do que números, a iniciativa reflete uma mudança silenciosa no campo acreano: famílias que antes dependiam exclusivamente de outras culturas passam a diversificar a produção e garantir alimento na mesa com mais autonomia. Em regiões onde o acesso ao mercado é limitado, a criação de aves se torna não apenas uma atividade econômica, mas uma estratégia de sobrevivência.
