Rio Branco, Acre - sábado, 28 março, 2026

Professora investigada por manuseio irregular de vírus é proibida de acessar laboratórios

Foto: Internet 

A decisão da Justiça Federal que concedeu liberdade provisória à professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Soledad Palameta Miller, veio acompanhada de restrições duras: ela não poderá acessar laboratórios ligados à investigação nem sair do país sem autorização judicial. A medida foi tomada após suspeitas de que a docente tenha retirado e manipulado amostras virais fora dos protocolos de segurança.

De acordo com informações da Polícia Federal, há indícios de que o material biológico foi transportado entre diferentes espaços dentro da universidade, com auxílio de terceiros, e armazenado de forma inadequada. Parte das amostras teria sido encontrada em outros laboratórios, o que acendeu o alerta para possíveis riscos à saúde de pessoas que circulavam pelos locais.

As amostras estavam originalmente em uma área classificada como NB-3, um nível de biossegurança considerado alto e que exige controle rigoroso no manuseio. Segundo os investigadores, a retirada desses materiais do ambiente adequado pode ter exposto terceiros a risco direto, justamente por se tratar de agentes biológicos que exigem protocolos específicos de contenção.

A professora foi presa após o desaparecimento de caixas com amostras virais ser identificado dentro da universidade. Durante as buscas, os agentes localizaram parte do material em outros setores, incluindo laboratórios onde ela mantinha acesso, mesmo sem possuir um espaço próprio. A investigação também apura a participação de uma estudante, que teria auxiliado no acesso a um dos locais.

A defesa informou que não irá se manifestar publicamente por causa do sigilo do processo. O caso segue sob investigação e levanta questionamentos sobre controle de acesso, segurança em ambientes de pesquisa e a responsabilidade no manuseio de materiais sensíveis dentro de instituições científicas.

 

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