Professor James destaca força da cafeicultura em palestra na Tarauacá Rural Show

Foto: Portal Correi online

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A Tarauacá Rural Show reservou, na sexta-feira, 26, um espaço especial para debater o futuro da cafeicultura no Acre. Entre produtores, estudantes e técnicos, quem conduziu a conversa foi o professor Dr. James Araújo, da Universidade Federal do Acre (UFAC), campus de Cruzeiro do Sul, que apresentou a palestra “Café, da nuda ao grão” e trouxe dados, experiências e perspectivas sobre a produção.

James destacou que a cafeicultura vem transformando a realidade do Acre. “É uma cultura que está avançando a cada ano. Cresceu mais de 800% nos últimos 10 anos. Já temos uma média produtiva por hectare próxima aos grandes centros produtores, como Espírito Santo e Rondônia. É uma cultura que tem mudado bastante a vida do produtor rural, do produtor familiar”, afirmou.

No Vale do Juruá, segundo ele, a produtividade já chega a 59 sacas beneficiadas de café por hectare, enquanto Rondônia registrou 54 em 2024. O professor lembrou que o plantio em Mâncio Lima começou em 2019 e hoje já soma mais de 5 milhões de plantas, além da presença da Coopercafé, que reúne 184 cooperados e conta com o maior complexo industrial da Região Norte. “O Tarauacá também tem tudo para crescer na cafeicultura”, acrescentou.

Para quem deseja iniciar o plantio, o professor reforçou que o processo exige planejamento e conhecimento. “Eu quero plantar café, o que é que eu tenho que saber? Não posso chegar lá e plantar sem conhecer o tipo de solo, sem saber qual muda eu vou adquirir. Tem vários materiais hoje sendo plantados no Acre. É preciso ter esse mínimo de conhecimento para entrar na atividade”, alertou. Ele explicou ainda que a colheita acontece em média de 24 a 26 meses após o plantio, e que produtores já alcançam retorno de até R$ 120 mil por hectare quando realizam o manejo adequado.

James também destacou o papel estratégico do robusta amazônico, variedade que se adaptou bem ao clima e ao solo da região. “Esse café se adaptou em função das características climáticas, da chuva em abundância e dos tipos de solo que têm aptidão para o cultivo dessa espécie. É uma cultura que também pode ser utilizada para reflorestamento, para reforma de pastagem e pode ser associada com algumas espécies anuais. Então é uma cultura que tem muito a agregar aqui na região”, explicou.

Encerrando a palestra, deixou uma mensagem de incentivo para os novos produtores: “Acredite na cultura do café. Ela muda a vida. A gente tem visto isso. O produtor familiar tem uma melhor condição financeira. Então acredite na cultura do café que você vai ter sucesso.”

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