Produtos artesanais feitos no Acre vão ganhar selo D’Colônia

Foto Cedida

Os pequenos produtores de produtos artesanais que trabalham com leite, ovos, peixes e mel no Acre vão poder ganhar um selo em sua produção para valorizar o trabalho tradicional no campo acreano.

Segundo Alexandre Benvindo Fernandes, diretor técnico do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC), a criação do selo é uma demanda social, tendo em vista a existência de mercado informal de produtos artesanais, muito comum e natural a regiões com práticas extrativistas e coletoras como o Acre.

Portanto, para evitar situações em que os pequenos produtores são abordados e precisam se desfazer de seus produtos por não terem passado por um processo de inspeção e fiscalização, é que foi instituído o novo selo.

“O Idaf tem uma legislação antiga de inspeção, mas que não contempla os produtores que trabalham de forma informal. Eles não conseguem, e não têm necessidade de se encaixar. Portanto, o Idaf desenvolveu essa nova lei para se adaptar à realidade desses produtores, com o objetivo de libertá-los, de fazer com que eles se insiram no mercado e transitem com seus produtos de forma organizada e legalizada, para que consigam adentrar em outros mercados dentro do próprio estado”, disse o diretor.

Para ter direito ao selo, além de diversas exigências, é preciso ter uma produção diária de até 500 (quinhentos) litros de leite, como matéria-prima para elaboração de produtos lácteos; até 1.500 (mil e quinhentos) quilogramas de peixes, como matéria-prima para produtos oriundos de pescado. III – até 300 (trezentas) dúzias de ovos, como matéria-prima para produtos oriundos de ovos; IV – até 250 (duzentos e cinquenta) quilogramas para mel e produtos de colmeia, com limite anual de 12.500 (doze mil e quinhentos) quilogramas.

Além do anúncio do Selo D’Colônia, o decreto do governo estabelece as normas sanitárias para a inspeção, fiscalização e diretrizes relacionadas à produção e comercialização de produtos e subprodutos de origem animal, elaborados de forma artesanal, provenientes de produtores rurais, cooperativas e estabelecimentos agroindustriais de pequeno porte, no Acre que é uma responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF).

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