Foto: Sérgio Vale
A produção rural do Acre voltou a crescer e alcançou um novo patamar econômico, segundo dados apresentados pelo deputado estadual José Luís Tchê (PDT) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Durante discurso na sessão desta quarta-feira, 4, o parlamentar afirmou que o valor total da produção do estado chegou a R$ 4,5 bilhões em 2026, o que representaria um crescimento de 49% em relação a 2023.
“A produção do nosso estado bateu recorde mais uma vez. Isso é resultado de um trabalho conjunto, com participação da iniciativa privada e de instituições como Embrapa, Sebrae e Senai”, afirmou o deputado durante o pronunciamento.
De acordo com Tchê, a pecuária continua sendo o principal motor da economia rural, concentrando cerca de 68% do valor total, com aproximadamente R$ 3 bilhões em produção. Já a lavoura representa cerca de 32% da atividade econômica do campo, com valor estimado em R$ 1,47 bilhão.
Entre as culturas agrícolas, o parlamentar destacou uma mudança no ranking da produção. A banana passou a ocupar o primeiro lugar na lavoura acreana, com valor estimado em R$ 502 milhões, superando a mandioca, que aparece em seguida com R$ 455 milhões. “A banana chegou a R$ 502 milhões e passou a mandioca. Isso mostra que o nosso agricultor familiar está conseguindo produzir mais e gerar renda”, destacou.
Apesar do avanço da produção, o deputado chamou atenção para um problema que começa a surgir em algumas regiões: a falta de estrutura para armazenar e processar o que é produzido no campo. Como exemplo, ele citou o município de Assis Brasil, onde produtores de milho enfrentam dificuldades para secar e guardar a produção.
“A pergunta é: onde o produtor de Assis Brasil vai secar esse milho? Vai levar para Brasileia? Será que o custo compensa? Nós precisamos resolver esse gargalo para que o produtor não desista da produção”, afirmou.
Segundo o parlamentar, o crescimento da produção precisa ser acompanhado por investimentos em infraestrutura, como a construção de silos e estruturas de armazenamento. “Se a produção cresce, precisamos garantir condições para armazenar e escoar. Caso contrário, o produtor acaba sendo desestimulado”, concluiu.
