Presidente da FIAC defende revisão do Plano Diretor voltada à geração de riqueza em Rio Branco

Foto: Ascom Bruno Morais

Foto: Ascom Bruno Moraes

O deputado federal e também presidente da Federação das Indústrias do Acre (FIAC), José Adriano, defendeu que a revisão do Plano Diretor de Rio Branco seja conduzida com equilíbrio entre os diferentes interesses da cidade e compromisso com a geração de riqueza e desenvolvimento econômico. Ele participou da audiência pública realizada na Câmara Municipal e colocou a entidade à disposição dos vereadores para aprofundar a discussão de pontos considerados sensíveis pelo setor produtivo.

Ao agradecer o convite do vereador Bruno Moraes e elogiar a condução da comissão, José Adriano destacou que discutir o futuro urbano de uma capital amazônica exige enfrentar conflitos e limites de forma responsável. Para ele, os parlamentares vivem o mesmo desafio das instituições que representa: conciliar demandas diversas e administrar expectativas de uma cidade que concentra os problemas econômicos e sociais de todo o estado.

O presidente da FIAC afirmou que o setor empresarial não se opõe à atualização das regras urbanísticas, mas quer garantir que o novo Plano Diretor crie condições reais para que Rio Branco seja uma cidade próspera. “Para falar de desenvolvimento, precisamos olhar para as condições atuais da cidade e pensar em como ela pode gerar riqueza, emprego e oportunidades”, ressaltou, ao defender que o texto final considere o ambiente de negócios e a atração de investimentos.

José Adriano também chamou atenção para o pouco tempo disponível até o fim do ano legislativo, lembrando que os vereadores ainda têm uma série de pautas em tramitação. Por isso, sugeriu que, “além das audiências públicas, sejam realizadas reuniões mais pontuais, com foco em temas técnicos e com participação direta de especialistas das áreas jurídica, econômica e de planejamento urbano”.

Ao recordar debates anteriores sobre o Plano Diretor, o dirigente avaliou que houve uma mudança no ritmo das transformações urbanas e climáticas nos últimos anos, o que exige mais rapidez e profundidade nas decisões. Segundo ele, o debate precisa ser “exaustivo e eficaz”, sem perder de vista o impacto das escolhas sobre a vida da população e sobre a capacidade de Rio Branco atrair novos empreendimentos.

Por fim, ele ressaltou que a FIAC deverá encaminhar um documento formal à mesa diretora e à comissão especial com propostas e ajustes considerados prioritários pelo setor industrial.

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