Foto: Sérgio Vale
A presidência do Parlamento Amazônico volta ao Acre pela terceira vez, e o presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior, avaliou o momento como estratégico para fortalecer a articulação política da região Norte diante de problemas estruturais que atravessam décadas. Segundo ele, o Parlamento precisa funcionar como instrumento de convergência entre deputados estaduais, federais e senadores, transformando o peso político da Amazônia em resultados concretos.
Ao destacar que os nove estados amazônicos compartilham dificuldades semelhantes, Nicolau citou gargalos logísticos, especialmente a precariedade dos voos e o isolamento terrestre que afeta diretamente o Acre. Para o presidente da Aleac, o Parlamento não pode se limitar a reuniões protocolares ou manifestações simbólicas: deve atuar como frente coordenada de pressão institucional junto ao governo federal. “É unir as forças estaduais com a bancada federal para conseguir êxito”, resumiu.
A avaliação do parlamentar indica uma mudança de tom: menos discurso regionalizado e mais estratégia integrada. A leitura política é clara — a Amazônia concentra um contingente expressivo de parlamentares no Congresso Nacional, mas historicamente atua de forma fragmentada. A presidência acreana, portanto, surge como oportunidade para reorganizar essa engrenagem.
Ao mencionar temas como transporte aéreo e entraves históricos de infraestrutura, Nicolau reforça que a pauta amazônica não se limita à preservação ambiental ou aos debates internacionais sobre clima. Trata-se, sobretudo, de garantir direitos básicos à população que vive na região, como mobilidade e acesso a serviços.
