A sucessão na presidência da Câmara Municipal de Rio Branco para o biênio 2027/2028 começa a movimentar os bastidores do Progressistas (PP). Com a maior bancada do Legislativo e participação no grupo político do prefeito Alysson Bestene, o partido concentra as primeiras discussões sobre o futuro comando da Casa. Entre os vereadores que já se manifestaram sobre o assunto estão José Aiache, Bruno Moraes e Elzinha Mendonça.
Embora as negociações devam ganhar força após o segundo turno das eleições, as declarações dos parlamentares mostram que a escolha da próxima Mesa Diretora envolverá não apenas a composição de uma maioria, mas também a relação política e institucional que a Câmara manterá com a prefeitura.
Líder do prefeito no Legislativo, Aiache defendeu que a futura Mesa Diretora mantenha uma relação de cooperação com o Executivo, sem comprometer a independência entre os poderes. “É importante ter uma Mesa Diretora alinhada, não submissa. São coisas diferentes”, afirmou. Sobre a possibilidade de disputar o cargo, o vereador evitou antecipar uma decisão e destacou que os 21 parlamentares possuem condições de assumir a presidência.
Bruno Moraes também colocou seu nome à disposição e destacou o peso político do Progressistas na definição da sucessão. O vereador defendeu o fortalecimento institucional da Câmara e revelou que parlamentares insatisfeitos com a atual situação da Casa já mantêm conversas sobre o assunto. “Alguns vereadores que estão insatisfeitos com a Câmara têm se reunido e conversado para que a gente busque o melhor para nós, vereadores”, declarou.
Elzinha Mendonça, por sua vez, ressaltou que a escolha do próximo presidente deverá resultar de um entendimento entre os vereadores e as lideranças políticas. A parlamentar também defendeu maior participação feminina na direção da Câmara. “Eu, como mulher e como entusiasta das mulheres, acho muito importante uma Mesa ter uma composição com mulheres. Nós precisamos disso”, afirmou.
Para Elzinha, a condição do PP como partido do prefeito e da governadora Mailza Assis coloca a legenda em posição de destaque nas negociações. “Isso vai exigir muita discussão e muito diálogo para a gente chegar a um consenso”, declarou.
Com as primeiras manifestações públicas, a sucessão começa a entrar na agenda política da Câmara. A definição da nova Mesa Diretora dependerá das articulações entre os 21 vereadores, em um processo que deverá ganhar intensidade com o encerramento do calendário eleitoral.
