“Prefiro repartir do que jogar fora”: quando a dignidade fala mais alto que o lucro

Foto: Portal Correio online

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No Mercado Municipal de Senador Guiomard, a solidariedade também tem espaço entre as bancas de frutas e hortaliças. O agricultor familiar José de Souza, mesmo enfrentando perdas e dificuldades, prefere doar o que sobra a ver sua produção ir para o lixo.

“Semana passada mesmo sobraram muitos produtos. Dei tudo. Prefiro repartir do que jogar fora. Tem gente que joga no mato, mas eu não. Sou mais de dar do que desperdiçar”, conta.

Para ele, a vida no campo é marcada pelo risco constante: um temporal, uma praga ou um problema no transporte podem comprometer todo o esforço. Ainda assim, seu José mantém a consciência tranquila de quem valoriza mais do que o lucro imediato. “O bom de cada dia a gente ganha. É suado, é. Mas quando vem com esforço, a gente dá valor. O que vem fácil, vai fácil.”

No gesto de doar os alimentos, o feirante traduz a essência da agricultura familiar: trabalho duro, resiliência e generosidade. Entre perdas e incertezas, ele mostr que, mesmo quando a colheita não rende financeiramente, a colheita humana permanece.

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