Rio Branco, Acre - sábado, 02 maio, 2026

“Prefeitura precisa atacar a raiz da violência, não o sintoma”, ressalta vereador Kamai

Foto: Assessoria

“A segurança pública é uma ciência. Não existe solução rápida para um problema que nasce da desigualdade, da exclusão social e da ausência do Estado. Precisamos de uma política estratégica, alinhada aos planos estadual e nacional, que vá além do discurso”. A frase é do vereador André Kamai (PT), durante a audiência pública na Câmara Municipal de Rio Branco, na sexta-feira, 30, no qual debateu a importância da Criação da Guarda Municipal na Capital.

Na oportunidade, o petista reforçou que a criação de uma nova força de segurança em Rio Branco não pode ser tratada como uma solução isolada, sem um plano maior de segurança pública. Segundo ele, a cidade vive “problemas extremamente complexos que não se resolverão com medidas pontuais”.

O vereador frisou ainda sobre a necessidade de se entender de forma clara qual o real papel da guarda, quanto custará aos cofres públicos e de que forma ela se integrará à estrutura já existente. Ele também chamou atenção para a precariedade da infraestrutura da Capital, que muitas vezes impede o acesso de viaturas da Polícia Militar a comunidades vulneráveis.

“Tem rua que a viatura não entra. A violência começa na desassistência, e a Prefeitura precisa encarar seu papel nesse ciclo.”

Kamai citou ainda o déficit de mil profissionais na educação municipal como reflexo da fragilidade estrutural da cidade, lembrando que a prevenção da violência começa no acesso a serviços públicos, como saúde, assistência social e educação de qualidade. “É preciso ir à raiz dos problemas. A violência não surge do nada. A Prefeitura deve ser protagonista em políticas públicas que previnam esse ciclo, começando pela inclusão e redução da pobreza extrema.”

O parlamentar defendeu ainda que a formação das forças de segurança deve ser aprimorada. “Quando o Estado entrega uma arma, entrega também um poder que precisa vir acompanhado de preparo, equilíbrio e responsabilidade”, disse, ao comentar casos recentes de abusos cometidos por agentes no país.

Compartilhar