Foto: Jean Lopes/Secom
A Prefeitura de Rio Branco anunciou que irá decretar situação de emergência em razão da cheia do Rio Acre, que ultrapassou a cota de transbordo e voltou a atingir áreas urbanas da capital. A medida ocorre diante do avanço contínuo das águas e do aumento no número de famílias obrigadas a deixar suas casas.
O nível do rio já superou a marca dos 15 metros, provocando alagamentos em bairros ribeirinhos e forçando remoções preventivas. O episódio chama atenção por ocorrer em pleno mês de dezembro — situação considerada atípica. Há cerca de 20 anos não havia registro de transbordamento do Rio Acre neste período do ano em Rio Branco.
Até o momento, levantamento oficial aponta que 135 famílias foram retiradas de áreas de risco, totalizando 364 pessoas. Parte delas está abrigada em escolas públicas e espaços comunitários, enquanto outras foram acolhidas por familiares. As unidades utilizadas como abrigos emergenciais incluem escolas das redes municipal e estadual, além do Centro de Cultura Mestre Caboquinho, que concentra o maior número de desabrigados.
A decisão de decretar emergência foi anunciada pelo prefeito Tião Bocalom, como forma de acelerar respostas institucionais, ampliar o acesso a recursos e fortalecer as ações de assistência às famílias atingidas. Com o decreto, o município passa a ter mais agilidade para mobilizar apoio estadual e federal, além de intensificar medidas de socorro e prevenção.
Equipes da Defesa Civil seguem monitorando o comportamento do rio e avaliando novas áreas suscetíveis a alagamentos. A orientação é para que moradores das regiões próximas às margens permaneçam atentos aos alertas oficiais, diante da possibilidade de novos deslocamentos caso o nível das águas continue avançando.
A cheia em dezembro reforça o alerta sobre eventos climáticos cada vez mais imprevisíveis e impõe desafios adicionais ao poder público e às comunidades ribeirinhas, que convivem com a insegurança e a necessidade de respostas rápidas para reduzir danos sociais e humanitários.
