Rio Branco, Acre - quinta-feira, 20 agosto, 2026

Prefeitura de Rio Branco inicia oficina para construção do Plano Local de Ação Climática

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_Evento reúne gestores, especialistas e instituições parceiras para definir estratégias de prevenção, mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas na capital acreana

A Prefeitura de Rio Branco deu início, nesta quinta-feira (20), à Oficina de Planejamento Climático Municipal, etapa estratégica para a construção do Plano Local de Ação Climática de Rio Branco (PLAC). A programação segue até esta sexta-feira (21), reunindo representantes do poder público, instituições parceiras, especialistas, academia e sociedade civil.

A iniciativa integra o Programa Mutirão Brasil – Cidades Amazônicas e tem como objetivo fortalecer o planejamento do Município diante dos impactos provocados pelas mudanças climáticas, estabelecendo estratégias de prevenção, mitigação, adaptação e resiliência.

Durante a abertura, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, destacou que as mudanças climáticas exigem planejamento de longo prazo e atuação integrada entre poder público, instituições e sociedade. “É importante termos ações que venham construir planos de prevenção para essas mudanças climáticas que estão acontecendo em nível mundial e que, consequentemente, também atingem a nossa capital. É nesse sentido que temos buscado construir políticas públicas com muita parceria”, enunciou.

Segundo o prefeito, o Plano Local de Ação Climática permitirá consolidar iniciativas já desenvolvidas pelo Município e orientar novas ações voltadas à proteção da população, especialmente das comunidades mais vulneráveis.

“Esse plano de ação vai possibilitar a construção de ações futuras que envolvem diretamente a prevenção e a adaptação às mudanças climáticas. Muito do que já temos planejado, agora, com outras instituições envolvidas, poderá ser consolidado como política pública no município de Rio Branco”, ressaltou Bestene.

Planejamento integrado

Durante os dois dias de oficina, os participantes discutem os principais riscos climáticos enfrentados pelo município, além de estratégias capazes de reduzir vulnerabilidades e preparar Rio Branco para fenômenos extremos, como secas prolongadas, queimadas, chuvas intensas e alagações.

O trabalho também busca integrar diferentes áreas da administração municipal, reconhecendo que o enfrentamento às mudanças climáticas envolve ações de meio ambiente, infraestrutura, saneamento, produção rural, planejamento urbano, gestão de resíduos e educação ambiental.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini Stedille, destacou que o Município já desenvolve ações voltadas à proteção ambiental e que o novo planejamento permitirá fortalecer e articular essas iniciativas.

“Nosso trabalho não para. Temos ações de proteção de nascentes alinhadas à educação ambiental, levando às comunidades que vivem às margens de igarapés e nascentes conhecimentos importantes sobre como preservar e sobre o que pode ou não ser feito nessas áreas”, explicou.

A secretária ressaltou ainda que a intensificação de eventos como alagações reforça a necessidade de conscientização da população e de políticas públicas voltadas à preservação ambiental.

“A gente sabe que têm sido cada vez mais frequentes os alagamentos e que a população tem sido afetada por esses eventos. Muito disso também está relacionado à ação humana, seja pela ocupação de áreas que deveriam ser protegidas ou pelo descarte irregular de resíduos, principalmente nos igarapés, que acaba obstruindo espaços destinados ao fluxo da água. Tudo está interligado”, corroborou.

Campo sem fogo

Entre as estratégias acompanhadas no planejamento climático do Município estão também as iniciativas de apoio ao pequeno produtor rural, com mecanização agrícola e assistência técnica como alternativas ao uso do fogo na preparação das áreas produtivas.

Flaviane Stedille explicou que as ações são desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Agropecuária e acompanhadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente dentro das estratégias municipais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

“A mecanização agrícola dá uma alternativa ao pequeno produtor para que, ao invés de realizar a queimada, possa utilizar a tecnologia. Com isso, ele contribui para a redução das emissões, evita o uso do fogo e consegue manter e até ampliar sua produção”, destacou.

Segundo a secretária, a atuação integrada entre as secretarias demonstra que o enfrentamento às mudanças climáticas precisa fazer parte de diferentes setores da administração pública.

“Essa é uma das principais ações contempladas no nosso planejamento municipal de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A Semeia acompanha essas iniciativas e atua na articulação para fortalecê-las cada vez mais, juntamente com outras ações desenvolvidas no município”, completou.

     

Construção para o futuro

A elaboração do PLAC deverá permitir que Rio Branco identifique seus principais riscos e vulnerabilidades climáticas, estabeleça prioridades e defina metas e ações para os próximos anos.

A proposta é que o planejamento climático seja incorporado às políticas públicas municipais, contribuindo para orientar investimentos, melhorar a capacidade de resposta a eventos extremos e ampliar a proteção da população.

A iniciativa integra o Programa Mutirão Brasil – Cidades Amazônicas, desenvolvido pela C40 Cities, Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM), Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e ICLEI América do Sul.

A programação da Oficina de Planejamento Climático Municipal segue nesta sexta-feira (21), dando continuidade às discussões e à construção coletiva das estratégias que deverão orientar o futuro Plano Local de Ação Climática de Rio Branco.

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