Prefeito Tião Bocalom descarta criação de Guarda Municipal em Rio Branco

Foto ilustrativa da web

Durante o lançamento do Plano Plurianual Participativo (PPA) 2026-2029, na segunda-feira, 14, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), voltou a reafirmar sua posição contrária à criação de uma Guarda Municipal na capital acreana. Em tom categórico, o gestor declarou que enquanto estiver à frente da prefeitura, não haverá espaço para a implantação da força de segurança urbana, frequentemente defendida por vereadores e parte da sociedade civil.

“Enquanto eu for prefeito, não vai ter guarda municipal, porque guarda municipal é coisa de antigamente”, disse Bocalom. Para o chefe do Executivo municipal, o modelo tradicional de segurança pública precisa ser substituído por soluções mais modernas e tecnológicas. “Hoje, a segurança das escolas, das unidades de saúde e das praças é feita de forma moderna, como acontece no resto do mundo”, justificou.

Segundo ele, a prefeitura tem investido na instalação de câmeras de vigilância e na parceria com a Polícia Militar, o que, em sua avaliação, tem sido mais eficaz e econômico do que a contratação de agentes para compor uma nova estrutura administrativa. “Nós já instalamos 300 câmeras em pontos estratégicos e entregamos o monitoramento à Polícia Militar. O resultado é visível no centro da cidade”, acrescentou.

Bocalom também questionou a necessidade de “mais uma polícia” e criticou o que chamou de “visão antiquada” sobre segurança urbana. “Tem uma turma que ainda vive nos velhos tempos. Eu não vou andar na contramão do mundo”, provocou.

Limites orçamentários dificultam implantação

O secretário municipal de Finanças, Wilson Leite, reforçou os argumentos do prefeito ao apontar os entraves orçamentários que inviabilizam, ao menos por ora, a criação da Guarda Municipal. De acordo com ele, a prefeitura encerrou 2024 operando próxima ao limite de alerta estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no que diz respeito ao gasto com pessoal.

“A gente precisa primeiro avaliar o comportamento da folha nos próximos quadrimestres. Estamos com a capacidade de endividamento bastante restrita. Seria irresponsável assumir qualquer compromisso adicional nesse momento”, afirmou Leite.

A proposta da criação da Guarda Municipal tem sido defendida por vereadores como uma medida para reforçar a segurança em escolas, praças, unidades de saúde e outros espaços públicos, especialmente diante da escalada da violência urbana.

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