Rio Branco, Acre - terça-feira, 28 abril, 2026

Preço da carne dispara no Brasil e pressiona consumidores no Acre, onde cortes chegam a R$ 76 o quilo

Foto: Internet 

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O aumento no preço da carne bovina já é uma realidade no Brasil e também no Acre, onde levantamentos locais confirmam a pressão no bolso do consumidor. Em Rio Branco, pesquisa recente do Programa de Educação Tutorial (PET Economia) da Universidade Federal do Acre aponta alta generalizada nos preços, com destaque para os cortes mais consumidos no dia a dia.

Nos supermercados da capital acreana, a picanha já chega a R$ 76,05 o quilo, enquanto o filé alcança R$ 78,35, ambos com aumento em relação ao mês anterior. Cortes mais populares também subiram: o acém, por exemplo, registrou alta de quase 6%, sendo vendido a cerca de R$ 32,61.

Nos açougues, embora os reajustes sejam mais moderados, os preços seguem elevados. A picanha gira em torno de R$ 66,73, enquanto o filé chega a R$ 67,57, confirmando que a alta atinge diferentes pontos de venda.

O movimento não é isolado. Monitoramentos anteriores do próprio PET Economia já haviam indicado aumentos expressivos no início do ano, com cortes populares chegando a subir até 14,6% em Rio Branco, especialmente itens como acém e contra-filé.

Nacional puxa alta

A pressão nos preços no Acre acompanha um movimento nacional. Dados de mercado mostram que a carne bovina acumula alta significativa nos últimos anos, impulsionada por fatores estruturais como: redução da oferta de gado pronto para abate; aumento das exportações brasileiras; valorização do dólar; e elevação dos custos de produção

Esse cenário faz com que parte da produção seja direcionada ao mercado externo, reduzindo a disponibilidade interna e elevando os preços no varejo.

Por que o Acre sente mais?

No estado, o impacto tende a ser ainda mais forte por questões locais: logística dependente de transporte rodoviário; custos elevados de distribuição; menor escala de produção e mercado

Além disso, pesquisas mostram que os preços em supermercados costumam ser mais altos que em açougues, ampliando a diferença no acesso ao produto.

Com a alta contínua, a carne bovina volta a se distanciar da mesa de parte da população. O próprio levantamento do PET Economia indica que cortes populares seguem entre os mais impactados, reforçando o peso da alimentação no custo de vida dos acreanos.

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