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O Acre vive um momento de crescimento nas exportações e começa a se posicionar de forma mais estratégica no comércio internacional. O avanço é resultado de uma articulação entre instituições que vêm atuando para fortalecer o ambiente de negócios e ampliar a inserção do estado em mercados externos.
“Esse é um momento muito importante do comércio exterior no Acre. O estado vive um crescimento ascendente das exportações”, afirma o gestor do projeto de internacionalização do Sebrae Acre, Aldemar dos Santos Maciel. “Nós temos aqui uma rede de parceiros que trabalhamos juntos para incentivar o pequeno negócio a exportar.”
Apesar do cenário positivo, a pauta exportadora ainda é concentrada em poucos produtos, o que limita, ainda de acordo com Aldemar, a diversificação da economia. Atualmente, soja, proteína animal — especialmente carne bovina e suína — e a castanha-do-Brasil respondem por cerca de 90% das exportações do estado. “A soja agora lidera, que é o carro-chefe das exportações”, destaca.
Ao mesmo tempo, aponta o gestor, o Acre reúne condições que ampliam seu potencial de crescimento nesse mercado. “Com fronteiras diretas com Bolívia e Peru e inserido em um corredor logístico que conecta o mercado andino à Ásia, o estado passa a ocupar uma posição estratégica no fluxo comercial internacional”.
É nesse ponto que surge o principal desafio: transformar potencial em operação. Para isso, a qualificação empresarial passa a ser tratada como etapa central, especialmente diante de um cenário em que muitos empreendedores ainda não dominam os caminhos para acessar o mercado internacional.
Nesse contexto, o Sebrae Acre tem intensificado ações de capacitação voltadas a pequenos negócios, com foco em preparar empresários para dar os primeiros passos na exportação. Entre as iniciativas estão palestras mensais, oficinas e orientação sobre o uso de incentivos fiscais. “A ideia é trazer conhecimento, sensibilizar o empresário e fazer com que ele participe dos projetos conosco”, explica.
Além disso, o trabalho inclui missões internacionais e rodadas de negócios que aproximam produtores locais de compradores estrangeiros. No último ano, foram realizadas agendas em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e em Lima, no Peru, com foco no setor de alimentos e bebidas. “A gente busca preparar o empresário, criar esse relacionamento e levar ele para o mercado”, afirma.
A avaliação é que, embora o Acre avance nas exportações e tenha produtos com potencial competitivo, a ampliação da presença no comércio internacional ainda depende de um processo contínuo de preparação empresarial. “A gente precisa reduzir essa distância entre o que o estado produz e o que efetivamente consegue exportar”, afirma o gestor do projeto de internacionalização, Aldemar dos Santos Maciel.
