Polícia Penal pede socorro: categoria denuncia abandono e sobrecarga no Acre

Foto: Rede social

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Durante ato solene em homenagem ao Dia do Policial Penal, realizada na Câmara Municipal de Rio Branco, o policial penal Janes Peteca fez um discurso marcado por denúncias sobre as condições enfrentadas pela categoria. Ele relembrou episódios de violência dentro dos presídios, como o caso do colega Jota Ferreira, que perdeu a visão em uma rebelião no presídio Antônio Amaro Alves, e criticou o tratamento dado pelo Estado ao pedido de indenização do servidor.

Segundo Peteca, o efetivo atual é insuficiente para a realidade prisional do Acre. Ele citou que, em alguns casos, apenas cinco policiais penais são responsáveis por mil presos no maior presídio do estado. Para ele, o déficit de profissionais e a sobrecarga de atribuições colocam em risco tanto a vida dos servidores quanto a segurança da população.

O policial também criticou a falta de diálogo entre a gestão e o sindicato da categoria. Ele lembrou que o concurso recente convocou apenas 170 aprovados, número muito inferior à necessidade, deixando várias famílias em situação de dificuldade após renunciarem a empregos para fazer o curso de formação.

Peteca concluiu afirmando que os policiais penais não estão apenas sob ameaça das facções, mas também da omissão do Estado. “Antigamente nós morríamos pelas facções. Hoje nós somos mortos pelo próprio Estado”, declarou.

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