Rio Branco, Acre - sábado, 07 março, 2026

Plínio denuncia abusos do ICMBio contra agricultores da Região Norte e pede apuração urgente

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) fez um discurso contundente na segunda-feira, 16, no plenário do Senado, cobrando providências sobre ações consideradas abusivas por parte de fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama na Região Norte do país. Segundo ele, pequenos agricultores estariam sendo vítimas de violência, intimidação e até destruição de casas durante operações de fiscalização ambiental.

De acordo com o parlamentar, os relatos chegam de várias comunidades rurais da Amazônia e denunciam a atuação desproporcional dos órgãos ambientais. Plínio afirmou que homens e mulheres estariam sendo tratados como criminosos dentro de suas próprias terras, com relatos de armas apontadas, moradias destruídas e gado apreendido sem explicações claras.

“Estão dando tapa na cara de pai de família, apontando fuzil para mulher, confiscando gado e deixando as pessoas apenas com a roupa do corpo”, disse o senador, visivelmente revoltado.

Plínio classificou o ICMBio como “um câncer terminal no país” e acusou o instituto de extrapolar suas funções legais. Ele questionou a legalidade das operações e apontou falhas graves, como a suposta manipulação de audiências públicas e a entrada não autorizada em terras indígenas e áreas de proteção ambiental.

Além disso, o senador criticou o uso de grandes estruturas logísticas nas operações ambientais, como helicópteros, aviões e veículos blindados, em regiões onde, segundo ele, falta estrutura para combater o narcotráfico e crimes realmente graves.

“Enquanto traficantes avançam na Amazônia, o Estado usa seu aparato para sufocar pequenos produtores. Essa inversão de prioridades precisa ser investigada com seriedade”, afirmou.

Plínio ainda disse não confiar nos canais institucionais disponíveis para denunciar esse tipo de abuso e cobrou resposta firme do governo federal e do Ministério do Meio Ambiente.

A fala do senador repercute num momento em que aumentam as tensões entre comunidades tradicionais e órgãos federais na gestão de territórios e recursos naturais na Amazônia Legal. (Com informações da Agência Senado)

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