Foto: Ascom
A deflagração da Operação Venalis pela Polícia Federal nesta quinta-feira (19) colocou no centro das investigações a administração pública de Assis Brasil, município localizado na tríplice fronteira do Acre. A ação apura suspeitas de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos federais, com indícios de um possível esquema envolvendo agentes públicos e empresários.
De acordo com as investigações, contratos relacionados à locação de veículos chamaram a atenção dos órgãos de controle. A suspeita é de que processos licitatórios teriam sido direcionados, com participação de empresas que simulavam concorrência para legitimar resultados previamente definidos. Também há indícios de superfaturamento e utilização de empresas interligadas para ocultar a circulação de recursos.
Além de Assis Brasil, mandados judiciais foram cumpridos nos municípios de Epitaciolândia e Brasiléia, indicando que o suposto esquema pode ter ramificações regionais. Ao todo, foram executadas sete ordens de busca e apreensão e duas medidas de afastamento de servidores públicos.
Por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, também foram impostas restrições administrativas, como a proibição de nomeação de investigados para cargos públicos e a suspensão de novos contratos com empresas envolvidas na apuração.
O prefeito Jerry Correia não foi citado formalmente como investigado até o momento, mas a gestão municipal aparece como foco central da operação. Procurada, a prefeitura ainda não havia se manifestado oficialmente até a última atualização desta matéria.
A Polícia Federal segue analisando documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos. O material poderá embasar novas fases da operação ou subsidiar eventual denúncia por parte do Ministério Público Federal.
