Rio Branco, Acre - segunda-feira, 13 abril, 2026

Pesquisa aponta que emprego com carteira assinada ainda é preferência da maioria dos brasileiros

Foto: Internet

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Mesmo diante do crescimento de novas formas de trabalho, como atividades por aplicativos e prestação de serviços autônomos, o emprego formal continua sendo a principal escolha de grande parte dos brasileiros. É o que aponta uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que analisou as preferências de trabalhadores na busca por oportunidades no mercado.

De acordo com o levantamento, o modelo de contratação com carteira assinada, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por 36,3% das pessoas que procuraram emprego recentemente. O acesso a direitos trabalhistas, benefícios e à Previdência Social aparece como um dos principais fatores que explicam essa preferência.

Para especialistas envolvidos no estudo, mesmo com a expansão de formatos mais flexíveis de trabalho, muitos profissionais ainda consideram a estabilidade e a proteção social oferecidas pelo emprego formal como elementos importantes na escolha de uma ocupação.

Além da preferência pelo regime CLT, a pesquisa também identificou outras opções consideradas atrativas pelos trabalhadores. Cerca de 18,7% dos entrevistados afirmaram preferir atuar de forma autônoma, enquanto 12,3% indicaram o trabalho informal como alternativa. O trabalho por meio de plataformas digitais, como aplicativos de transporte e entrega, foi citado por 10,3% dos participantes. Já 9,3% demonstraram interesse em abrir o próprio negócio, e 6,6% preferem atuar como pessoa jurídica (PJ). Outro dado relevante é que aproximadamente 20% dos entrevistados disseram não ter encontrado oportunidades que considerassem interessantes no período analisado.

Entre os jovens, a preferência pelo emprego formal aparece com ainda mais destaque. O estudo aponta que 41,4% dos trabalhadores com idade entre 25 e 34 anos priorizam vagas com carteira assinada. Já na faixa etária de 16 a 24 anos, 38,1% também indicaram o regime formal como primeira opção.

A pesquisa sugere que essa escolha entre os mais jovens está relacionada principalmente à busca por maior segurança no início da trajetória profissional, além da garantia de direitos trabalhistas e benefícios.

O levantamento também analisou a percepção de satisfação no mercado de trabalho. De acordo com os dados, a maioria dos entrevistados demonstra avaliação positiva em relação ao emprego atual. Cerca de 95% afirmaram estar satisfeitos com o trabalho que exercem, sendo que 70% declararam alto nível de satisfação. Por outro lado, 4,6% disseram estar insatisfeitos e 1,6% muito insatisfeitos com a ocupação atual.

Outro ponto observado foi o nível de mobilidade no mercado de trabalho. Apenas 20% dos entrevistados relataram ter buscado uma nova vaga recentemente. Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 35%, enquanto entre trabalhadores com mais de 60 anos cai para 6%.

O tempo de permanência no emprego também influencia esse comportamento. Entre profissionais com menos de um ano na função atual, cerca de 36,7% afirmaram ter procurado outra oportunidade. Já entre aqueles com mais de cinco anos no mesmo trabalho, apenas 9% disseram ter feito o mesmo.

O estudo foi realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, e ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025.

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