Período chuvoso expõe precariedade de ramais e isola comunidades, aponta Fábio Araújo

Foto: Correio online

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O período chuvoso voltou a expor a fragilidade da infraestrutura em áreas rurais e periféricas de Rio Branco, com ramais intrafegáveis, pontes que não resistem às chuvas e comunidades isoladas. Em entrevista ao podcast Correio em Prosa, o vereador Fábio Araújo (MDB) relatou situações recentes em que moradores precisaram improvisar acessos para não ficarem completamente sem passagem.

Segundo o parlamentar, obras anunciadas como concluídas não suportaram o primeiro inverno mais intenso. Ele citou o caso de uma ponte que havia sido inaugurada recentemente e acabou comprometida após uma chuva forte, impedindo o tráfego de veículos e o deslocamento de moradores. “A ponte foi entregue, mas bastou a chuva chegar para tudo ficar inacessível”, relatou.

Fábio Araújo afirmou que, diante da ausência de respostas rápidas do poder público, os próprios moradores passaram a buscar soluções emergenciais. Em um dos casos citados, a comunidade se mobilizou para arrecadar recursos, negociar com proprietários de terra e abrir um desvio improvisado para garantir o mínimo de acesso. “Se a gente não se movimenta, fica sem passagem nenhuma”, disse.

O vereador também destacou as dificuldades enfrentadas por quem depende dos ramais para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde. Segundo ele, veículos atolam, ônibus deixam de circular e até o transporte de emergência fica comprometido. “Tem lugar que você só sai com ajuda de trator, quadriciclo ou empurrando carro”, afirmou.

Ainda durante a entrevista, Araújo criticou o contraste entre a realidade vivida pelas comunidades e a narrativa oficial de que os problemas estariam resolvidos. Para ele, mostrar pequenos trechos recuperados não reflete a situação completa dos ramais. “Você anda cem metros e acha que está tudo bem. Mas segue mais um pouco e não passa mais”, pontuou.

Por fim, o vereador defendeu que a manutenção de ramais e pontes seja tratada como prioridade permanente, e não apenas como ação pontual em período eleitoral. Segundo ele, sem acesso garantido, comunidades inteiras ficam invisíveis. “Quando o ramal some, a comunidade some junto”, concluiu.

 

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